As areias da Praia de Copacabana passaram a fazer parte da “maior corrente humana do mundo”, nas palavras do artista francês Guillaume Legros, de 33 anos, o Saype — uma contração de Say Peace [diga paz, em tradução livre]. É pelas mãos dele que 30 cidades nos cinco continentes vão dar as mãos com megapinturas no chão... de mãos entrelaçadas.
O Rio de Janeiro é a 15ª etapa do Beyond Walls, como Saype batizou o projeto. O francês desenhou no Posto 2 de Copacabana e no Morro do Zinco, no Estácio, onde jogou bola com moradores.
Arte efêmera
As pinturas são tão grandes que só do alto dá para ver, mas a da praia já sumiu — as tintas que o francês usa são biodegradáveis, à base de carvão vegetal e giz, e se esvaem rápido.
O objetivo dessa volta ao mundo em 30 cidades é gerar um movimento social de bondade e solidariedade e mostrar que os grandes desafios sociais e ambientais dependem de uma ação conjunta – representada pela imagem das mãos entrelaçadas.
“Acredito que o artista tem uma grande responsabilidade. Temos grande visibilidade, e é importante se mobilizar sobre as questões de sustentabilidade. E há um forte aspecto social no meu trabalho. Sempre que falamos de sustentabilidade, tem também o social e a economia, que são os três pilares do desenvolvimento sustentável”, fala Saype.
Fonte: G1