Desenvolvida justamente para incentivar o uso de máscara, uma das fotos da campanha mostra o item de proteção individual colocado ao contrário, de cabeça pra baixo.
A campanha publicitária ganhou as ruas do estado e as redes sociais. Olhando rápido, nem dá para perceber. Mas chegando mais perto da imagem é possível ver o erro: a máscara está de cabeça pra baixo.
O clip nasal, que deveria estar no nariz, foi parar no queixo.
O infectologista Alberto Chebabo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, explica o risco que o uso incorreto da máscara representa.
“O risco maior é ela não estar adaptada ao rosto e o ar entrar pelas laterais ou por cima sem passar pela máscara, sem filtrar. Você perde a eficiência da máscara porque o ar acaba passando pelas frestas laterais porque ela não tá ajustada ao rosto”, diz o infectologista.
“Se você tiver contato com alguém com Covid próximo aumenta o risco de você se infectar porque o ar deveria entrar pela máscara, passar pelo filtro da máscara, e ele entra sem nenhuma filtragem por esses orifícios ou por essas partes que não estão bem adaptadas e permitem a passagem do ar”, completa.
“Não é um bom exemplo, né? É uma campanha que acaba trazendo um resultado ruim, né?”.
Além da desinformação, o erro teve um preço para o bolso do contribuinte. A campanha publicitária da qual a imagem faz parte custou R$ 13 milhões aos cofres públicos do Rio de Janeiro.
O que diz a Secretaria Estadual de Saúde
Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde pediu desculpas pela imagem que mostra um homem usando a máscara de cabeça pra baixo e classificou o episódio de um "equívoco". Confira abaixo a íntegra da nota:
"A Comunicação da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e a Publicidade do Governo do Estado do Rio pedem desculpas por não terem percebido esse equívoco no uso da máscara dentro do nosso maior intuito nesta campanha: incentivar as pessoas que já podem se vacinar a buscar a imunização contra a Covid-19 e a manter as medidas de proteção. As peças publicitárias da primeira fase da campanha já foram recolhidas ontem (09.04) e uma segunda fase irá para as ruas nesta terça-feira (13.04)".
Fonte: G1