Privatizado no último dia 21 de agosto, o Jardim de Alah vai ganhar novos jardins e 40 esculturas monumentais como no Museu de Inhotim, em Minas. Os autores do projeto, os arquitetos Miguel Pinto Guimarães e Sérgio Conde Caldas, também se inspiraram no Storm King Art Center de Nova York.
O novo Jardim de Alah, que deve entrar em obras brevemente, será um complexo gastronômico, cultural, área de lazer e palco de apresentações musicais.
As obras de arte contemporânea serão incorporadas ao jardim aos poucos e serão escolhidas por nomes como Vick Muniz e Beatriz Milhazes.
O vencedor da licitação para explorar o Jardim de Alah por 35 anos foi o Consórcio Rio + Verde, formado pelas empresas Accioly Participações, DC-Set, Opy e Púrpura.
Nas redes sociais, o prefeito da cidade, Eduardo Paes, comemora a revitalização, operação e manutenção da área, que fica entre os bairros de Ipanema e Leblon, na Zona Sul da cidade.
"Será tudo pago com recursos privados!", exalta.
De acordo com o edital, o valor do contrato é estimado em R$ 112,6 milhões, que correspondem ao investimento a ser feito pela concessionária ao longo do prazo estipulado para a concessão. A verba deverá ser investida na recuperação de jardins, implantação de ciclovias, dar novos usos como instalação de lojas e restaurantes, além da promoção de eventos e exposições.
Em contrapartida, a nova administração poderá explorar áreas delimitadas nos 7 mil m 2 para atividades de serviços privados. A proposta é que o Jardim de Alah continue sendo um parque público, com entrada gratuita, com ainda mais áreas verdes onde hoje ficam carros estacionados.