Em outubro de 2001, quando lançamos o Bafafá, um jornal alternativo, independente dos interesses políticos e do poder econômico, muitos duvidaram da viabilidade de nosso projeto.
E tinham razão para isso. A crise da imprensa era um desestímulo à abertura de novas publicações. Desde logo, felizmente, tivemos o apoio incondicional de nossos leitores. Muitos amigos nos ajudaram.
Os colaboradores foram aparecendo – escritores, jornalistas, políticos, artistas, desportistas – certos de que encontrariam no Bafafá a liberdade para dizer o que pensam.
E, assim, o jornal completa 20 anos em 2021. Não foi fácil a caminhada. Houve momentos em que o desalento e o cansaço bateram a nossas portas. Mas tivemos força para seguir em frente, graças em primeiro lugar ao incentivo de nossos milhares de leitores e amigos.
Pelas suas páginas tivemos o privilégio de participar do debate dos problemas da Cidade, do Estado e do País, sempre na perspectiva dos interesses nacionais e populares.
Publicamos mais de 200 entrevistas, contemplando os maiores nomes da cultura brasileira, centenas de artigos e matérias.
Promovemos inúmeras campanhas, como a denúncia dos crimes dos EUA nas guerras do Iraque e do Afeganistão ou do apedrejamento de Amina, a nigeriana vítima dos preconceitos contra as mulheres em seu país.
Mas houve uma que nos tocou particularmente, a de solidariedade às vítimas do tsunami no Sri Lanka, conseguindo um navio para enviar alimentos e medicamentos àquela nação asiática que vivia um dos piores dramas de sua história.
Outras iniciativas do jornal: o Portal Bafafá Online, rebatizado depois de Agenda Bafafá Rio, atualmente com 10.000 visitas/dia e mais de 150 mil seguidores nas redes sociais; a seletíssima Agenda Cultural, hoje uma referência para o público do Rio de Janeiro; a Agenda do Carnaval, com mais de 100 blocos; concursos de poesia e fotografia; o Bloco Bafafá, criado em 2003, levando todos os anos milhares de foliões a suas apresentações no Posto 9 e recentemente na Praça São Salvador, sempre com a brilhante participação da Banda do Cordão da Bola Preta.
Nos orgulhamos de ter sido condecorados com as duas maiores honrarias do Rio e do Estado, a Medalha Pedro Ernesto e a Medalha Tiradentes.
Somente a pandemia foi capaz de interromper a edição impressa. Mas, brevemente pretendemos voltar.
Diante de tudo isso, só temos a dizer aos que nos apoiaram e acreditaram em nosso projeto: valeu!
Valeu, amigos e companheiros! Valeu, povo do Rio!