A pedido da Defensoria Pública, a Justiça do RJ determinou o desbloqueio de leitos ociosos na rede pública do Rio em 48 horas. A Justiça também deu um prazo de 10 dias pra que todos os leitos dos hospitais de campanha entrem em operação.
Nova Iguaçu
No município da Baixada Fluminense, a tenda fica na pista do aeródromo. Não havia operários trabalhando. Uma placa sinalizava o prazo para as obras de 60 dias.
O governo anunciou 200 leitos na unidade e mais 300 em um anexo, onde caminhões descarregavam e havia movimentação de trabalhadores. Ao todo, serão 500 leitos na região, sendo 160 de UTI para pacientes graves com o novo coronavírus.
Duque de Caxias
O hospital de campanha vai funcionar ao lado de outro, o Adão Pereira Nunes, em Saracuruna, uma das maiores emergências da Baixada Fluminense. Na manhã de domingo (10), não havia pessoas trabalhando na unidade, que tinha apenas a estrutura montada, sem piso, e com parte do terreno ainda com lama.
São Gonçalo
Na Região Metropolitana, o hospital com 200 leitos vai funcionar no Club Mauá, no Centro da cidade. No domingo (10), o portão estava fechado, sem movimentação de pessoas. Do lado de fora, era possível ver apenas tendas e, segundo funcionários, as camas ainda não chegaram à unidade.
Capital
No Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, a unidade é uma parceria com o Exército. O local também estava fechado no domingo (10).
A Secretaria de Administração Penitenciária não divulgou quantos leitos vão estar disponíveis, apenas disse que o projeto ainda está em desenvolvimento.
Interior
Nenhum dos hospitais de campanha começou a funcionar no interior do estado do RJ. Em Campos dos Goytacazes, vão ser 100 leitos disponíveis, sendo 10 de UTI. Em Casimiro de Abreu, 100 leitos, sendo 20 de UTI e em Nova Friburgo, são 100 leitos com 40 de UTI. O governo do RJ não informou quando as unidades vão abrir as portas.
Unidades em funcionamento
Dos hospitais pagos pelo governo, apenas um começou a funcionar, o do Maracanã, na Zona Norte do Rio. A unidade vai receber pacientes das redes municipal, estadual e federal.
Até agora, 170 dos 400 leitos prometidos foram abertos. Além do avanço rápido da Covid-19, com centenas de novos casos todos os dias, outras dificuldades como equipamentos e profissionais para trabalhar no atendimento são percebidas nas unidades.
Dois hospitais de campanha para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), construídos com doações de empresas, ficaram prontos.
O Lagoa-Barra, no Leblon, Zona Sul do Rio, começou a funcionar com 30 leitos e vai ampliar a oferta a partir desta segunda (11), chegando a 200.
No Parque dos Atletas, Zona Oeste, a inauguração foi feita também nesta segunda (11), com 80 leitos, e vai chegar aos 200.
Da Prefeitura do Rio, o hospital de campanha do Riocentro, na Zona Oeste, funciona apenas com um quinto da capacidade, 100 dos 500 leitos prometidos.
A Secretaria de Saúde diz que o funcionamento de outros depende da chegada de equipamentos, como respiradores, vindos da China.
Fonte: G1