O atendimento a pacientes com problemas cardíacos agudos ganhou uma estrutura especializada em Macaé. A Unidade Coronariana (UCO) do Hospital Público de Macaé (HPM) é, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a única unidade desse tipo especializada em atendimento cardiológico fora da Região Metropolitana do Estado do Rio de Janeiro.
Inaugurada em julho de 2025, a UCO conta com cinco leitos destinados a pacientes que precisam de acompanhamento cardiológico contínuo e atendimento especializado. A unidade recebe casos encaminhados após avaliações realizadas em UPAs, pronto-socorros e outras unidades de saúde.
Entre os recursos disponíveis estão exames de sangue, eletrocardiograma e ecocardiograma, além de procedimentos como cardioversão elétrica, cardioversão química e implante provisório de marcapasso.
Desde a inauguração, 160 pacientes foram atendidos na unidade. Desse total, 90 receberam tratamento clínico. Outros pacientes foram encaminhados para procedimentos de maior complexidade: 83 para cateterismo, 36 para angioplastia e 11 para cirurgias cardíacas.
A UCO também registrou três procedimentos de trombólise, dez implantes provisórios de marcapasso, 12 cardioversões químicas e quatro cardioversões elétricas.
A estrutura funciona integrada à rede de saúde e, nos casos em que o paciente necessita de um procedimento ou tratamento que ultrapassa a capacidade da unidade, é realizado o encaminhamento para serviços de referência, seguindo a regulação de saúde.
Embora tenha como prioridade os moradores de Macaé, a UCO também atende pacientes de municípios vizinhos, principalmente em situações graves. A localização do município e a existência de uma estrutura especializada ampliam a capacidade de atendimento cardiológico na região.
Para a diretora do HPM, Cristielle Mosqueira, a unidade tem papel importante na rede de atendimento, inclusive diante da demanda regional. A secretária municipal de Saúde, Simone Sales, destaca a especialização da estrutura e sua função como porta de entrada para pacientes que precisam de cuidados cardiológicos de maior complexidade.
A prevenção, no entanto, continua sendo uma das principais formas de reduzir os riscos relacionados às doenças cardiovasculares. O acompanhamento regular da saúde e a atenção aos sinais do organismo são importantes para evitar que situações cardíacas evoluam para quadros mais graves.
Fonte: O Dia