Os ministros Jader Filho, das Cidades, e Camilo Santana, da Educação, ao lado da primeira Dama Janja, anunciaram a construção de um Instituto Federal de Educação no Complexo do Alemão com ensino técnico, superior e pós-graduação, no conjunto de favelas.
Eles se reuniram com uma comissão do coletivo Mulheres em Ação no Alemão. A líder do projeto é Camila Santos, conhecida como Camila Moradia.
“Vamos agora, com a parceria do município, inclusive conversando com o prefeito Eduardo Paes, para que a gente possa entregar esse compromisso o mais rápido possível”, defendeu Camilo Santana.
A implantação do IFRJ no Alemão foi planejado no governo Dilma (PT) como parte do plano de expansão dos institutos federais de educação criados no país. A terceira fase do projeto já havia liberado R$ 8,5 milhões para a construção dos campi Complexo do Alemão e Cidade de Deus, na zona Oeste. A prefeitura do Rio, no entanto, não cumpriu com o acordo de ceder terrenos para os novos polos.
Sem a definição sobre o espaço, o impasse se prolongou por anos até que, em meados de 2015, a União suspendeu o repasse da verba. Na época, o prefeito Eduardo Paes (PSD), em seu primeiro mandato, descumpriu um termo de compromisso de doação de imóvel ou terreno público para instalar a o campus da universidade.
Entre os locais já indicados por técnicos do IFRJ no passado estão duas fábricas abandonadas. A escolha privilegia a localização entre duas importantes vias, Itaoca e a Itararé, e a proximidade com escolas de ensino médio e fundamental. Uma delas é a antiga fábrica da Coca-Cola, onde funciona a Central de Polícia Pacificadora (CPP).
Organizações do Alemão argumentam que o CPP pode se deslocar para a Cidade da Polícia que fica a apenas 2 quilômetros de distância da favela. O espaço é considerado ideal para construção do IFRJ por formar um corredor educacional com o CAIC Theófilo de Souza Pinto e a Escola Municipal Professora Vera Saback Sampaio.
Fonte: MEC/Brasil de Fato