O Palacete Modesto Leal, em Laranjeiras, projetado pelos irmãos Jannuzzi, notórios arquitetos no final do século XIX, pode virar residencial de luxo. Moradores do bairro são contra o empreendimento e estão circulando abaixo-assinado para que o terreno seja transformado em um parque (ver link acima). Ao que consta, o imóvel possui alta dívida de IPTU que poderia ser abatida da desapropriação.
O palacete fica na Rua das Laranjeiras, 304. A mansão foi encomendada em 1892 pelo Conde João Leopoldo Modesto Leal e seus salões testemunharam saraus concorridíssimos com a presença de figuras importantes como o presidente Getúlio Vargas, Afrânio de Melo Franco (diplomata e posteriormente ministro do exterior) e Joaquim Osório de Duque Estrada (autor do Hino Nacional).
Também já serviu de cenário para as novelas 'Império', 'Amor à Vida', 'A Dona do Pedaço' e 'Amor de Mãe' (interrompido em 2020 devido à pandemia e retornado em 2021), além de ter sediado a edição da Casa Cor de 2010.
O Conde João Leopoldo Modesto Leal nasceu em 1860, em Araruama e teve uma infância pobre. Fazendeiro, ex-seminarista e banqueiro, começou no comércio de sucata, fez fortuna como agiota na corte e chegou a senador, considerado no início do século XX o homem mais rico do Brasil.
Faleceu na própria casa em 1936. É considerada uma das últimas chácaras urbanas do Rio de Janeiro. À época do Conde, o palacete era decorado com mobiliário e peças da belle époque francesa e telas do pintor Francisco Aurélio de Figueiredo e Melo.
Na sala principal, o teto também possui uma pintura de autoria do mesmo pintor. Destaca-se também o vitraux no teto de madeira da sala de jantar.
O palacete possui dezoito cômodos, com boiseries (paredes com molduras em alto relevo, algumas em madeira), pé-direito alto e pisos de parquet e ainda uma capela com a imagem de Pietá, uma escultura com mais de 300 anos.
A propriedade ocupa um terreno de quase 50 mil m² , dos quais cerca de quatro mil metros quadrados fazem parte da área construída. Está cercada por áreas intocadas de Mata Atlântica. Nos jardins ainda permanecem os antigos viveiro e cocheira.
O termo "patricinha" foi inspirado em uma trineta do conde, a socialite Patrícia Leal, presença constante nas colunas sociais.
Fonte: Wikipedia
Foto: Casa Cor