A liberação do trabalho dos ambulantes não estava no primeiro decreto da prefeitura que trazia os detalhes do plano de reabertura gradual da economia na cidade. Porém, foi incluída em uma edição extraordinária do Diário Oficial do Município, publicada na terça-feira à noite. Com isso, 14 mil ambulantes estão liberados a trabalhar.
De acordo com o novo plano, os camelôs legalizados podem trabalhar sem restrições, desde que sigam o que a prefeitura chama de “regras de ouro” como, por exemplo, higienizar as mãos com álcool em gel a 70% e usar máscaras.
Alguns especialistas da área da saúde são contra a liberação dos camelôs. Segundo a médica infectologista Margateth Dalcomo, a dificuldade de fiscalizar o cumprimento das normas sanitárias é uma preocupação e pode colocar em risco vendedores e clientes.
"Colocar ambulantes nas ruas, um do lado do outro como eles costumam ficar, sem proteção adequada em detrimento de abrir as lojas de rua, que eventualmente poderiam ter um controle de entrada e de segurança mais organizados, me parece uma medida, de novo, incongruente e sem nenhum respaldo de cuidado com a vida dessas pessoas", disse a médica.
Os bairros que estão fora da reabertura gradual do comércio são: Santa Cruz, Cascadura, Méier, Pavuna, Tijuca, Guaratiba, Realengo, Taquara, Freguesia e Grajaú, além dos calçadões de Campo Grande e Bangu.
Fonte: G1