Os times de futebol do Rio de Janeiro foram autorizados pela prefeitura da cidade a voltarem a fazer treinos coletivos em junho, o que pode ser um ensaio para a retomada do futebol em breve no Rio, e a prefeitura sugeriu uma possível volta do Campeonato Estadual para julho, mas os clubes gostariam que fosse ainda em junho, dependendo da curva de transmissão da Covid-19.
Clubes como Flamengo e Vasco vêm pressionando por uma retomada das atividades, enquanto Fluminense e Botafogo consideram a discussão precoce em meio à pandemia de Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, que já matou mais de 22 mil pessoas em todo o Brasil e quase 4 mil no Estado do Rio de Janeiro.
Os jogadores do Flamengo, atual campeão brasileiro e da Libertadores, já vêm treinando desde a semana passada.
Os representantes dos clubes e da federação de futebol do Estado se reuniram no domingo com o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) para definir um protocolo de saúde para o futebol.
Botafogo e Fluminense não compareceram ao encontro que definiu que, por enquanto, os clubes estão autorizados apenas a realizar atividades de fisioterapia, reabilitação muscular e fisioterapia com bola.
"O entendimento foi pela adoção de um protocolo de segurança para que, nesta fase inicial, os clubes permaneçam apenas com fisioterapia, reabilitação muscular dos atletas, fisioterapia com bola, desde que levando sempre em consideração o protocolo de segurança contra a expansão do contágio da doença", informou a prefeitura.
"Quanto ao treino coletivo e ao rachão, ficou estabelecido que somente será permitido a partir de junho."
O prefeito Marcelo Crivella anunciou, nesta segunda-feira, que publicará um decreto em edição extra no Diário Oficial incluindo igrejas e outros templos religiosos entre as atividades que não têm qualquer restrição para funcionamento na cidade. As missas e cultos, no entanto, deverão seguir algumas orientações.
Será preciso disponibilizar álcool em gel, garantir a distância mínima de dois metros entre frequentadores e o uso de máscara obrigatório para o acesso e permanência nos templos. A mesma regra vale para atividades externas aos cultos. O decreto não proíbe a presença de idosos nem pessoas com comorbidades, mas diz que. presencialmente, pessoas com 60 anos ou mais, que tenham diabetes, câncer e outras doenças devem dar preferência a cultos on-line.
Fonte: Extra