Sancionada em maio pelo prefeito Eduardo Paes, a lei que criou o Quadrilátero Cultural da Cinelândia tem como objetivo promover a integração entre prédios históricos da praça e incentivar e fomento a eventos de rua, além de garantir preservação da história e melhorias na segurança, ordenamento e sinalização.
A iniciativa é ótima se não estivesse ameaçando a existência da emblemática Banca do André, na Rua Pedro Lessa, ao lado da Biblioteca Nacional. O espaço existe há 13 anos e foi pioneiro na revitalização da área, colaborando inclusive para o aumento da segurança no local.
A Banca do André abriga encontros musicais de jazz, samba, choro, festas, peças, sempre com entrada franca e preocupação com a limpeza.
Um dos autores da lei, o presidente da Câmara, vereador Carlo Caiado (PSD), disse que um dos objetivos é somar esforços na revitalização do Centro do Rio, potencializando vocações já existentes na região. "Com isso queremos incentivar a visitação e manifestações artísticas de rua, bem como a publicidade, patrocínios, convênios e editais de fomento para que manifestações artísticas e culturais possam ocorrer na Praça Floriano”, explica.
Só que existem rumores de que a banca não poderá permancer no local. Preferimos acreditar num mal entendido entre as autoridades que será equacionado da melhor forma. Além de continuar, a banca precisa ser incentivada pois foi (e continua sendo) um espaço difusor de cultura no centro da cidade, numa área que infelizmente degradou-se, principalmente depois da pandemia.