Martin Luther King, Rosa Parks, Antonieta de Barros e a escrava Anastácia vão estar juntos num painel que está sendo composto pelo artista e grafiteiro Acme, no Porto Maravilha do Rio de Janeiro.
Acme, um dos grafiteiros mais premiados do Rio, conta que se engajou no projeto por se identificar com a mensagem de igualdade racial e com a luta dos negros por seus direitos.
O empenho vem também do desejo de fincar numa região também conhecida como Pequena África um chamamento à sociedade para essa reflexão através da arte.
“Essa não é uma luta só dos negros. É de todos. Temos que focar na mensagem muito mais do que no mensageiro”, afirma Acme.
O painel tem 360 metros quadrados e está ocupando uma das fachadas de um galpão do Núcleo de Ativação Urbana (NAU), da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio, na Avenida Professor Pereira Reis, no Santo Cristo.
Na região de grande confluência de pessoas de todo o Grande Rio, quem passar poderá acessar a história da obra através de um QR code. Acme pretende gastar 250 latas de spray e 40 litros de tinta esmalte à base de água para compor o painel.
Fotos: Gui Maia/SECECRJ