A Prefeitura do Rio vai endurecer as medidas restritivas para tentar conter o avanço da Covid-19 no município. Está previsto que, a partir de sexta-feira (5), bares e restaurantes só poderão abrir das 6h às 17h, e com 40% de ocupação. E entre 23h e 5h, será proibido permanecer em espaços públicos – a circulação será permitida.
As informações são do colunista de O Globo, Ancelmo Góis e foram confirmadas pela GloboNews com a Secretaria estadual de Comunicação. A definição por medidas mais duras, segundo o colunista, ocorreu durante reunião do prefeito Eduardo Paes (DEM) com o governador em exercício, Cláudio Castro (PSC).
Também participaram do encontro os secretários estadual e municipal de Saúde. De acordo com a publicação, as medidas valerão por uma semana. A GloboNews apurou com a pasta que as novas regras serão publicadas em um decreto municipal.
O entendimento é o de que, na prática, a ordem vai funcionar como um "toque de recolher".
Anúncio do 9º boletim epidemiológico
Também está previsto para esta quinta-feira (4) o anúncio pelo município do 9º boletim epidemiológico da Covid-19 do Rio. A prefeitura também deve anunciar detalhar as novas medidas restritivas.
A Prefeitura do Rio publicou nesta quinta-feira (4) as novas medidas restritivas para tentar conter o avanço da Covid-19 no município. Entre elas, estão a proibição de funcionamento de quiosques, boates e feiras de artesanato.
As ações constam de um decreto publicado no Diário Oficial e valem a partir desta sexta-feira (5) até o dia 11 de março.
Os aumentos dos atendimentos de síndrome gripal e síndrome respiratória aguda grave nas redes de urgência e emergência — com mais pacientes com tosse, febre e dificuldades de respirar — foram determinantes para a adoção de regras mais rígidas de isolamento social no Rio.
“Este é o dado que mais me incomoda nos últimos dias. É o dado que mais influenciou a decisão de ontem”, falou Paes.
No final da semana passada e começo desta semana, passei a consultar mais o secretário Daniel Soranz e a equipe. Nas unidades da ponta passamos a ter mais pessoas com o sintoma da Covid. Esse é o dado que liga o sinal de alerta e vem me incomodando. Daí eu ter intensificado o debate com os especialistas sobre este tema. O nosso objetivo é nos anteciparmos para termos os números baixos”, explicou.
A decisão também foi influenciada por outros fatores: o agravamento da pandemia em outros estados, o que não descarta que a situação se agrave no Rio; o alerta nacional da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) sobre o aumento do número de casos; e o desrespeito da população às restrições impostas.
Segundo o prefeito, as novas medidas são necessárias para a “preservação da vida”. Ele reconhece que alguns setores serão mais impactados, mas disse que se dispõe a conversar com todos.
Fonte: G1