O termo de adoção que visa a recuperação, manutenção e a conservação da área que abrange os morros da Babilônia, São João, Leme e do Urubu foi assinado por representantes da Subprefeitura da Zona Sul, da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, da Associação dos Moradores da Rua Lauro Muller e Adjacências (ALMA) e do Shopping Rio Sul que vai doar R$ 4 milhões para o reflorestamento dos morros.
O Parque Municipal Paisagem Carioca surgiu em 2011, a partir de uma iniciativa da Prefeitura e com apoio de moradores da região.
Estudos apontaram a possibilidade de criação de uma Unidade de Conservação de Proteção Integral, cujo objetivo básico é a preservação de ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação e interpretação ambiental, de recreação em contato com a natureza e de turismo ecológico.
Com o recente reconhecimento, pela UNESCO da paisagem carioca como Patrimônio Mundial da Humanidade, na categoria Paisagem Cultural, foi ratificada a necessidade de uma maior proteção ambiental e paisagística da região. Tais condições, associadas à nova mobilização da sociedade local, levaram o poder público a criar o Parque Natural Municipal Paisagem Carioca.
– Nossa Sociedade é lutadora e vamos em frente fazendo o que podemos para garantir melhor qualidade de vida para os moradores. Somos perturbadores do poder público, se não fizerem o certo iremos cobrar, mas, atualmente, estamos somente aplaudindo – afirmou o presidente da ALMA e conselheiro do Parque Municipal Paisagem Carioca, Abílio Tozini.
No passado, a região na qual se localiza o parque era coberta por uma exuberante vegetação, enquanto as encostas de seus morros (do Leme, dos Urubus, da Babilônia e São João) estavam cobertas pela floresta do bioma da Mata Atlântica.
Tal situação permaneceu praticamente inalterada até o século XVI, mas com o desenvolvimento urbano, a riqueza natural foi intensamente explorada, contribuindo para o comprometimento da qualidade de vida dos moradores locais.
A necessidade de recuperação da qualidade ambiental aliada à conservação dos remanescentes de Mata Atlântica mobilizou, no final da década de 1980, os moradores da região, que demandaram do poder público municipal a recuperação do local e a criação de espaços legalmente protegidos.
Fonte: Prefeitura do Rio