A Rússia saiu na frente e promete a primeira vacina contra a covid-19 nas próximas duas semanas. A produção inicial será destinada à imunização da população russa, mas já existem entendimentos com laboratórios brasileiros para atender o Brasil e o resto da América Latina.
O CEO do Fundo Soberano da Federação Russa, Kirill Dmitriev, coordenador do desenvolvimento da vacina russa, afirmou que, se um acordo for fechado com o Brasil até meados de agosto, a produção no país terá início em outubro ou novembro.
“Grande parte da população brasileira pode já estar vacinada neste ano, se tiver um acordo com produtores brasileiros”, declarou o executivo.
Segundo Dmitriev, a vacina russa deve estar pronta em agosto. A idéia é a vacina ser usada a partir de setembro entre a população de maior risco na Rússia. Depois de começar a produção em alguns outros países.
“Estamos em conversas tanto em laboratórios do setor público como privado no Brasil, como também é nosso interesse fazer testes clínicos e produzir drogas contra medicamentos cobertos no país”, afirmou.
O plano global é de produção de 30 milhões de doses na Rússia e de 170 milhões no estrangeiro na primeira etapa. “O Brasil pode produzir milhões de doses, também para países da América Latina”, disse.
Quanto ao preço da vacina, o executivo russo estima que depende do número de doses a serem administradas.
Dmitriev, que viveu anos nos EUA e tem MBA pela Universidade de Harvard, conta que já testou a vacina russa em sua mulher e seus pais e teve uma forte imunidade em 20 dias.
Uma intensa competição internacional está em andamento para desenvolver uma vacina contra a covid-19, que já matou mais de 650 mil pessoas no mundo todo.