O setor hoteleiro do Rio comemora a volta dos turistas no nível pré-pandemia. A ocupação — alcançou 73% em julho superando o mesmo mês de 2019 (56,2%), em pleno inverno carioca. Segunda a Embratur, de janeiro a junho deste ano, entraram no Rio 600.143 estrangeiros. O número equivale a mais de duas vezes e meia ao contabilizado em igual período do ano passado.
Em relação aos primeiros seis meses de 2019, foram apenas 75 mil turistas internacionais a menos.
"Temos identificado o perfil de um turista doméstico com alto poder aquisitivo, muitos de São Paulo e da região Centro-Oeste, do agronegócio. São turistas que, durante a pandemia, não podiam viajar para fora do país, escolheram o Rio como destino e têm repetido esse hábito de vir para cá com suas famílias. Além disso, temos recebido muitos argentinos e chilenos. Como a moeda deles está muito desvalorizada em relação ao dólar, o real acaba sendo uma opção mais viável para uma vigam internacional", disse Gustavo Tutuca, secretário estadual de turismo.
Quanto a visitantes domésticos, os últimos dados do Ministério do Turismo são de 2021. Mas estimativa da Secretaria municipal de Desenvolvimento Econômico (Smdeis) calcula em 2,39 milhões os turistas brasileiros em 2022, seis vezes mais do que em 2021, embora ainda abaixo da média histórica anterior à pandemia.
Dos 47 mil quartos de hotel disponíveis na cidade, cerca de quatro mil são de cinco estrelas, informa o Sindicato dos Meios de Hospedagem do município (Hotéis Rio). Destaque para dois novos empreendimentos: o antigo Ceasar Park está em obras e vai reabrir como Sofitel Ipanema e o Marina no Leblon.
O estado do Rio de Janeiro segue mostrando a força do setor de bares e restaurantes quanto ao potencial de crescimento. Apesar da queda no número de vagas abertas em abril de 2023, o faturamento teve crescimento maior do que o visto no país.
Para o presidente do Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio de Janeiro (SindRio), Fernando Blower, o setor deve se manter com um crescimento gradual: “O faturamento do setor subiu apesar do aumento de 3,68% no IPCA de alimentação e bebidas no estado do Rio de Janeiro. Para um dos setores que mais sofreu, é uma evolução importante”.
Fonte: Selma Schmidt/O Globo e Sindrio