O Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio divulgou nota pedindo a flexibilização das medidas anunciadas pela Prefeitura para frear o avanço da pandemia de Covid-19. Ele alega que 100 mil famílias correm o risco de não receber salários e que estoques de alimentos perecíveis serão perdidos. Confira a nota:
Os restaurantes do Rio de Janeiro amanheceram em seu pior dia desde o início da pandemia. Nos 12 meses de crise, sempre estivemos abertos ao diálogo e dispostos a colaborar com soluções junto ao Poder Público.
Hoje, pela primeira vez, fomos pegos de surpresa. Sem aviso prévio ou prazo para adequação, severas restrições foram baixadas, inviabilizando o funcionamento de muitos negócios.
Fomos o setor que mais desempregou ao longo da pandemia na cidade. Dez por cento de todas as demissões em restaurantes no Brasil aconteceram na Cidade do Rio de Janeiro.
Nesta sexta-feira, 100 mil famílias correm o risco de não receber salários. Estoques cheios de alimentos perecíveis serão descartados. Depois de um ano de crise, as empresas do setor - 75% de pequeno porte - estão afundadas em dívidas e sem caixa para honrar com seus compromissos mais básicos.
Como representante de milhares de comerciantes que ainda sobrevivem a duras penas e querem acreditar no Rio, o SindRio espera que a Prefeitura tenha sensibilidade social e flexibilize o decreto o quanto antes, enquanto reafirmamos nosso compromisso com o respeito aos protocolos de segurança e à vida.
Impactos imediatos das novas medidas restritivas:
- Não pagamento total ou parcial de folha salarial na sexta-feira a cerca de 100 mil pessoas.
- Estimativa de pelo menos mil demissões por semana, sobretudo de funcionários em contrato de experiência, que entraram com a retomada e não terão direito a Seguro Desemprego.
- Queda de faturamento na ordem de 80%.
- Interrupção imediata de pagamento de fornecedores e contas de consumo (gás, luz e água).
Fonte: Sindicato de Bares e Restaurantes do Rio