MAIS COISAS >> Jornal Bafafa

  • Trem de levitação magnética da UFRJ fez o Brasil líder no desenvolvimento do novo meio de transporte

    Da Redação em 15 de Setembro de 2020    Informar erro
    Quem anda pela Cidade Universitária, no Rio de Janeiro, pode ver uma instalação de ferro que liga o prédio do Centro de Tecnologia (CT) ao CT2. É por onde passa o Maglev-Cobra, trem de levitação magnética desenvolvido pelo Laboratório de Aplicações de Supercondutores (Lasup), do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ).
     
    O veículo é o mais avançado do seu tipo e conta, atualmente, com duas novas propostas de melhorias.
     
    Com 200 metros de trajeto e capacidade de 20 passageiros, o trem de levitação magnética da Coppe vem sendo desenvolvido desde 2000 e foi apresentado pela primeira vez em 2014.
     
    Atualmente apenas três países têm trens de levitação magnética em circulação: Coreia do Sul, China e Japão. Porém, segundo Richard Magdalena Stephan, professor da Coppe, a tecnologia empregada nesses veículos é de ímãs atrativos, enquanto a utilizada  no Maglev-Cobra é de ímãs de terras raras, uma alternativa mais segura e barata.
     
    “O Brasil é líder nas pesquisas do tipo, seguido pela Alemanha (com o Supratrans) e a China (com o SuperMagLev),países que também realizam estudos para o desenvolvimento de trens de levitação por ímãs de terras raras”, contou.
     
    Com mais de 80% da população nas cidades, o Maglev se torna uma excelente opção de melhoria na mobilidade urbana: um transporte mais rápido, leve, com menor impacto ambiental e, muitas vezes, mais barato. A linha 4 do Metrô Rio, por exemplo, teve um custo de 300 milhões de reais por quilômetro em cada sentido. A tecnologia da Coppe poderia custar cerca de 40 milhões – o mesmo que o VLT e um pouco mais caro que o BRT, que custou aos cofres públicos 30 milhões de reais por quilômetro em cada sentido –, mas com muito mais eficiência.
     
    Novas pesquisas fazem o trem avançar ainda mais
    Duas novas pesquisas buscam propor melhorias aos sistemas do Maglev-Cobra. O primeiro estudo atua diretamente no resfriamento dos materiais que garantem a levitação. Segundo Felipe dos Santos Costa, um dos pesquisadores envolvidos, quando as cerâmicas se encontram abaixo da sua temperatura crítica, há necessidade de refrigerar esses materiais com nitrogênio líquido. Como o veículo utiliza 24 levitadores, o processo de abastecimento dessa substância se torna muito difícil de ser feito de forma prática.
     
    O sistema desenvolvido pelos pesquisadores realiza a automação desse processo. “Permite um abastecimento rápido e seguro,podendo ser escalonado para um veículo de maior porte. É uma solução que traz rapidez, praticidade e segurança na operação desse sistema de transporte”, explica Costa.
     
    A segunda pesquisa realizada na Coppe estuda melhorias nos sistemas de freio utilizados no Maglev-Cobra. Por não conter rodas, o trem realiza um processo de movimentação por meio da ação de um motor linear que não produz movimento rotativo. Dessa maneira, a utilização de sistemas convencionais como os de carros não é possível. A equipe desenvolveu, então, um sistema primário de frenagem no próprio motor, que é acionado no reverso para reduzir a velocidade até a sua parada.
     
    “No instante de velocidade zero, o sistema entra em ação,com as sapatas de freio imprimindo força contra a estrutura localizada na via. Esse sistema impede que o veículo fique solto durante as paradas para embarque e desembarque. Também tem a função de freio de emergência caso o freio motor não funcione. Nesse caso, o freio mecânico pode ser acionado para reduzira velocidade do veículo e provocar sua parada”, descreveu Costa.
     
    O pesquisador defendeu que essas iniciativas mantêm o Maglev-Cobra à frente dos concorrentes alemão e chinês, que estão em estágios de pesquisa menos avançados, com veículos apenas em ambiente de laboratório e capacidades bastante reduzidas, com dois e oito passageiros respectivamente.
     
    “Assim, as duas invenções colocam o Brasil à frente de seus concorrentes, uma vez que a partir delas é possível entregar soluções práticas e testadas em ambientes reais para o uso comercial dessa tecnologia.”
     
    O Maglev-Cobra opera desde 2015 na Cidade Universitária, com funcionamento testado e aprovado durante mais de cinco anos e mais de 20 mil passageiros. Para que o trem possa virar realidade nas cidades, são necessários mais investimentos para a automação e a criação de uma malha viária mais ampla.
     
    Fonte: Carolina Correia/Conexão UFRJ

    ATENÇÃO
    Não somos responsáveis por alterações na programação.
    Recomendamos que confirmem os eventos através dos links ou telefones divulgados.
    Apenas organizamos e compartilhamos a informação.




    • COMENTE AQUI

      código captcha

      O QUE ANDAM FALANDO DISSO:


      • Seja o primeiro a comentar este post

CURTA O BAFAFÁ!

DIVULGAÇÃO










#AGENDABAFAFA