A produção de bnAbs é visto como um “Santo Graal” na comunidade científica. A esperança é que essas proteínas sanguíneas irão se ligar às proteínas de superfície do HIV – as chamadas espículas, que permitem a entrada do vírus nas células humanas, assim como no coronavírus – e desativá-las pelas regiões que são difíceis de acessar.
Porém, o Dr. William SChief, que é um professor e imunologista do Instituto Scripps, diz que a “proteína espicular do HIV é muito mais tortuosa”.
Como resultado da rápida mutação dos genes que formam a espícula, o HIV tem milhões de cepas diferentes e, por conta disso, é improvável que os anticorpos contra uma cepa neutralizem as outras e “assim o HIV não é realmente um vírus. São realmente 50 milhões de vírus diferentes em todo o mundo agora”.
A fase do 1 desse estudo clínico serviu para início a novos ensaios que irão se aprofundar na eficiência dos resultados da pesquisa. Após análise dos resultados, a vacina ainda precisa passar por mais duas fases de testes, sendo que a última deve envolver milhares de voluntários, do mesmo jeito que ocorreu com as vacinas contra o coronavírus.
Os próximos testes devem ser feitos em parceria com a empresa Moderna para desenvolver e testar uma vacina baseada em mRNA, validada em seu ensaio de fase 3 da vacina contra a Covid-19. Caso os resultados sejam positivos, o ritmo de desenvolvimento da vacina contra o HIV deve ser acelerado.
Além disso, os pesquisadores também acreditam que, caso a abordagem utilizada neste estudo contra o HIV seja bem-sucedida, ela pode ser reproduzida para outros patógenos, como vírus da gripe, dengue, Zika e hepatite C.
Com informações das revistas Exame, Fórum e UOL