Depois do ecocídio praticado com as árvores do antigo Colégio Bennet, desta vez a ameaça acontece no bairro da Gávea. A prefeitura do Rio autorizou o corte de 66 árvores em um terreno na Rua Marquês de São Vicente, nº 208.
A medida desencadeou protestos de moradores, que denunciam os impactos ambientais provocados pela intervenção. No local, será construído o empreendimento residencial “Gávea + Vida”, com 189 unidades distribuídas em dois blocos.
Nos últimos dias, árvores de grande porte foram retiradas, incluindo uma palmeira imperial de cerca de 13 metros, um coqueiro e uma jaqueira.
Segundo relatos de residentes, outros exemplares significativos para a paisagem do bairro, como um dendezeiro e uma mangueira, também podem ser cortados com base nas autorizações concedidas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente.
A supressão da vegetação preocupa não apenas pela perda do verde urbano, mas também pelos possíveis efeitos sobre a fauna local, que utiliza as árvores como abrigo e fonte de alimento. Especialistas apontam que a retirada de vegetação madura pode alterar o microclima, reduzir a biodiversidade e intensificar ilhas de calor.
Moradores cobram transparência no licenciamento ambiental, revisão das autorizações e a implementação de medidas compensatórias efetivas. Para eles, a preservação das áreas verdes é parte essencial da identidade e da qualidade ambiental da Gávea.