Com 9.000 habitantes, a Glória transpira história e mesmo maltratada pelas autoridades resiste e não perde a majestade.
E não é a toa. O bairro é rico em construções de diferentes épocas, com destaque para a Igreja Nossa Senhora da Glória do Outeiro, inaugurada em 1739.
A belíssima Praça Paris é o cartão postal do bairro. Construída em 1929, no estilo Belle Époque na época em que o Rio de Janeiro queria ser a “Paris dos Trópicos”. A praça possui jardins semelhantes aos do Palácio de Versalhes, com lago, chafariz e esculturas idênticas às francesas.
Seu estilo “chic” prevalece com os incríveis edifícios na Orla totalmente preservados e alto poder de venda.
Outro marco do bairro é o relógio de quatro faces que há mais de 100 anos faz parte da paisagem no Largo da Glória. Neste mesmo local, aos domingos, acontece a Feira da Glória, uma das mais queridas do Rio. A característica desta feira é juntar pessoas de várias nacionalidades, muitas que moram em Santa Teresa.
Recentemente a Glória ganhou o maior hospital privado da cidade. A antiga Beneficência Portuguesa, que foi toda reformada, abriga o Rede D’Or Glória, que terá um total de 500 leitos.
Depois de anos de abandono, o antigo Glória vai virar um residencial de luxo com uma piscina no terraço vazada para um imenso saguão no térreo.
Poucos conhecem o Plano Inclinado do Outeiro da Glória que facilita o acesso à igreja. Inaugurado em 03 de fevereiro de 1944, foi totalmente reformado em 2003. E o melhor: a subida é grátis. Dali o legal é descer a rua Barão de Guaratiba até o Catete a pé.
É tão bucólico que a impressão é que não estamos no Rio de Janeiro. Destaque para as belas casas e prédios antigos e ruas de paralelepípedos. Ainda tem o Britan Bar, mais conhecido como Bar do Zé, um armazém antigo transformado em bar que é uma verdadeira pérola. Um passeio maravilhoso.
Falar na Glória sem citar o trecho do Parque do Flamengo é uma heresia. A partir da Marina da Glória o bairro abriga parte do parque, além do Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial voltado para a Glória, o Memorial Getúlio Vargas (Praça Luís de Camões); Monumento à Abertura dos Portos (Rua do Russel) e a estátua de Pedro Álvares Cabral (Largo da Glória).
Recentemente reabriu no antigo edifício da TV Manchete um moderno teatro, projeto de Niemeyer, com um palco com dois lados, um para a platéia e outro para o terraço à beira da piscina. Um luxo.
A Glória pode não ser tão valorizada que outros bairros, mas seu valor cultural é inestimável para a cidade.