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  • Caçadores de fortunas das Prefeituras rastreiam heranças sem herdeiros

    Da Redação em 26 de Maio de 2021    Informar erro
    A Constituição de 1988 transferiu para os municípios o repasse de bens e patrimônios de pessoas que faleceram e não deixaram herdeiros. Até então, os espólios iam para os estados. Estima-se que nos últimos anos mais de R$ 20 milhões foram parar nos cofres da Prefeitura do Rio de pessoas que não tinham para quem deixar seus bens.
     
    Esta forma inusitada de receita levou a prefeitura do Rio a aperfeiçoar a gestão de sua Superintendência de Patrimônio afim de rastrear bens e valores. Uma equipe de funcionários faz varreduras nos cartórios da cidade e chega a quebrar na justiça o sigilo bancário de contas bancárias, ações e investimentos tidos como perdidos.
     
    Para tal, é preciso antes esperar cinco antes até que alguém se apresente como herdeiro. A partir daí é puro trabalho de investigação.
     
    Alguns casos chegam a surpreender até os experientes "caçadores de fortunas". 
     
    A maioria dos bens vem de idosos solitários que passaram o final de suas vidas sem ninguém. Em alguns casos, levavam uma vida avarenta, apesar de possuírem altos valores e bens.
     
    É o caso de uma senhora portuguesa que se vestia como uma mendiga e alimentava os pombos na Tijuca. Viúva e sem filhos, era dona de nove imóveis no bairro, entre eles quatro casarões que ocupavam um quarteirão inteiro na Rua Professor Gabizo. Na sua conta bancária foram encontrados ainda cerca de R$ 2 milhões. Consta que ela alugava os imóveis e não tolerava o atraso nos pagamentos.
     
    Entre as heranças "deixadas" para prefeitura estão ainda automóveis, joias e objetos de valor como obras de arte. 
     
    Um dos casos mais incríveis é da cafetina de luxo francesa Madame Devaux que fez fortuna no Rio de Janeiro em meados do século XX. Estima-se que sua fortuna chegou a mais de R$ 10 milhões e incluía terrenos, carros, joias, 16 imóveis, além da cobertura de 250 m² com espetacular vista para o Pão de Açúcar, o Corcovado e a Baía de Guanabara. 
     
    Ironicamente, quem passou a vida guardando segredos acabou tendo Alzheimer e morreu esquecida numa clínica geriátrica. Como não tinha filhos, nem herdeiros, todos os seus bens foram leiloados pela Prefeitura. História digna de um roteiro de cinema. 
     
    Pelo menos a lei determina que os recursos repassados à prefeitura só podem ser usados ​​em investimentos, como hospitais e escolas. 
     
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