Na Rua Almirante Tamandaré 50, no Flamengo, o edifício Azul e Branco possui dois mosaicos lindíssimos de José Machado de Moraes. Nascido no Rio de Janeiro em 1921, o artista concebeu e construiu peças de rara beleza, mas nem tanto conhecidas do público.
Formado pela Escola Nacional de Belas Artes, Moraes foi discípulo de Cândido Portinari e realizou dezenas de obras autorais com a assinatura de J.M. Era também pintor, escultor e ilustrador.
Nos anos 40 e 50, viveu em muitas cidades de norte a sul, realizando estudos e exposições no exterior, especialmente na Europa.
Além disso, foi professor da FAAP (Fundação Armando Álvares Penteado, de S. Paulo) a partir de 1967 e nos anos 70 no Departamento de Artes Plásticas da Universidade de Uberlândia.
Como docente, seu currículo revela que ele foi o primeiro professor a iniciar o consagrado artista Glênio Bianchetti nas artes plásticas em meados da década de 40.
José Moraes abraçou todas as técnicas e linguagens, sempre com muito talento e dedicação. No que tange à sua obra em mosaico, é preciso destacar que foi ele quem arregaçou as mangas, juntamente com o artista Paulo Fonseca, para executar o vasto mural que se espalha do teto ao chão no frontal de um prédio modernista em Juiz de Fora, o Edifício-Clube de Juiz de Fora.
José Moraes foi o braço direito de Cândido Portinari na execução do mural em azulejo que projetou para a Pampulha, um marco de virada na arte modernista.
Suas obras fazem parte do acervo do Museum of Modern Art - MoMA - Nova York (Estados Unidos).
Nos dois mosaicos no Flamengo, J.M tem como tema uma roda de crianças e jogando "cabra cega". O artista morreu em 2003 em São Paulo onde residia desde 1958.
Fonte: Mosaicos do Brasil