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  • Bares e restaurantes que não demitiram durante a pandemia, vamos prestigiar!

    Da Redação em 23 de Junho de 2020    Informar erro
    Um problema de saúde sem precedentes, a pandemia de Covid-19 tem atingido as economias e nocauteando bares e restaurantes no mundo inteiro. No Rio de Janeiro, a previsão é de que pelo menos 1.000 estabelecimentos tiveram que fechar as portas por falta de renda para manter o negócio. E o pior: provocou um tsunami de demissões que atingiu cerca de 20 mil pessoas.
     
    Porém, na contramão disso, muitos bares e restaurantes, mesmo prejudicados, não demitiram seus funcionários utilizando créditos emergenciais e suspensão de contratos de trabalho. Vamos dar uma força?
     
    Com 110 funcionários em três lojas, a rede Os Ximenes, mesmo com a diminuição de 90% do faturamento, conseguiu manter o funcionamento apenas com delivery. E foi mais longe: está reformando as lojas da Rua Joaquim Silva e da Praça João Pessoa, na Lapa. Comandado pelos cearenses Eriberto e Regis, tio e sobrinho, o segredo desse bar e restaurante é vender cerveja barata, refeições saborosas com bons preços e petiscos com o menor preço do Rio. 
     
    Ainda na região da Lapa, o Botequim Vaca Atolada, fechado há mais de três meses, manteve o contrato de trabalho de seus 14 funcionários. O empresário Cláudio Cruz, amante do samba e do carnaval, renegociou o aluguel e protelou o pagamento de contas para não demitir ninguém. Mesmo “no talo”, Cláudio pretende reabrir em breve para não ter de fechar para sempre. Sua casa é famosa por sediar rodas de samba todos os dias da semana sem cobrança de couvert artístico.
     
    Não muito longe dali, o tradicional Bar Luiz, na Rua da Carioca, mesmo tendo passado por sérias dificuldades no ano passado, também não demitiu nenhum dos 14 funcionários graças à suspensão temporária dos contratos de trabalho e o seguro desemprego bancado pelo governo. Apostando na reabertura, a empresa espera que o auxílio seja estendido por mais dois meses para dar fôlego ao negócio. O centenário Bar Luiz conseguiu recuperação judicial no início do ano que garante a negociação das dívidas e prazo para o saneamento do bar. Sua culinária é de comida alemã com destaque para pratos como kassler e salsichões acompanhados por uma salada de batata “dos deuses”.
     
    Outro ícone da gastronomia carioca, o Café Lamas conseguiu manter seus 50 funcionários. O restaurante está revezando a escala de trabalho e teve acesso ao auxílio do governo. Graças a um forte esquema de delivery consegue pagar as contas básicas e ampliou o público, principalmente mais jovem, através do Ifood.  É possível encomendar os pratos tradicionais no conforto de casa, entre eles, o famoso filé à milanesa com maionese ou à francesa, o filé à Oswaldo Aranha, a rabada com agrião, o filé a metrô, entre tantos outros.
     
    O restaurante Otto, na Tijuca também está conseguindo manter. Com cerca de 70 funcionários e sob direção do empresário Ottmar Grunewald, os restaurantes Otto e Galeto Otto conseguiram manter o efetivo, sendo 50% trabalhando e o restante em casa esperando normalizar o funcionamento. Além de estar atendendo com delivery próprio, o restaurante está fazendo promoção com desconto de 25% para quem comprar antecipado o menu do famoso Festival de Fondue que a casa realiza anualmente. Otto é especializado em comida alemã e um de seus carros chefs é o palmito assado na casca.
     
    O Cardamomo Saúde, em Laranjeiras, apesar estar a três meses com as portas fechadas, não demitiu nenhum empregado. Está trabalhando para reabrir o salão com segurança a partir do dia 02 de julho. Enquanto isso investe na entrega em domicílio. Além das gostosuras do cardápio como dadinhos de tapioca, bolinhos de arroz, carpaccio de abobrinha, tábua de queijos e pizzas, a casa serve sanduíches, bruschettas, quiches, empanadas, drinks e 21 tipos de cervejas artesanais.
     
    Especializado em comida brasileira, espanhola e portuguesa desde 1986, o bar e restaurante Estação Largo do Machado 184 também está passando por dificuldades, mas, não demitiu seus 22 funcionários. Está trabalhando com delivery em apenas um turno, das 10h às 17h. O faturamento, no entanto, chega a 27% do normal. O restaurante está utilizando os créditos emergenciais e a suspensão dos contratos de trabalho para se manter  funcionando.
     
    Com cerca de 30 funcionários, os restaurantes Las Brutas e o Restaurante Vivant, na Cobal do Humaitá, conseguiram não demitir ninguém, mesmo sem abrir durante três meses. Eles suspenderam os contratos de trabalho durante 60 dias e se comprometeram com a estabilidade definida em lei. São momentos difíceis e a a expectativa é de reabertura no dia 02 de julho para honrarem a folha de pagamentos. Mesmo com as adversidades, a  responsabilidade social é uma prioridade das duas empresas que também estão trabalhando em inovações. Em primeira mão, noticiamos que o Vivant voltará renovado com cardápio diferenciado e pratos rápidos. O Las Brutas, com grande espaço externo, não vê a hora de retornar com seus famosos momentos musicais com seus saborosos pratos e drinks. Os restaurantes são da empresária e advogada Milene Bedran, presidente da Associação dos Empresários da Cobal do Humaitá.
     
    A loja Maria Açaí do Flamengo é mais uma que conseguiu manter o emprego dos seus cinco funcionários e tem muito orgulho disso. Não está sendo fácil, mas desde o início soube se reinventar e está superando a crise. Dividiu o atendimento em dois turnos e, seguindo as orientações das autoridades de saúde, passou a trabalhar apenas com delivery ou take away. Seu diferencial, que sempre foi um açaí natural, artesanal e batido na hora, agora tem mais um toque especial: a responsabilidade social.
     

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