TURISMO >> Historias do Rio

  • 1º carro do Brasil foi importado por Santos Dumont em 1891

    Da Redação em 06 de Dezembro de 2020    Informar erro
    Filho de um rico cafeicultor, Alberto Santos Dumont foi o primeiro brasileiro a adquirir o recém inventado automóvel. Em novembro de 1891, o futuro "pai da aviação" chegava de navio proveniente de Portugal trazendo um modelo Peugeot comprado na França, equipado com motor Daimler, movido a gasolina, de dois cilindros em V e 3,5 cavalos de potência.
     
    O carro seguiu até a capital paulista até a casa da família de sete irmãos onde foi construída uma garagem para estacioná-lo. Mas, o automóvel não era visto circulando pelas ruas. Dizem que, na verdade, Santos Dumont estava mais preocupado em estudar cada peça do motor possivelmente já pensando no avião que construiria anos depois em Paris, na França.
     
    O próprio Santos Dumont narra o fato em sua autobiografia intitulada Os meus Balões. "Os automóveis eram ainda raros em Paris em 1891. Tive de ir à usina de Valentigney para comprar minha primeira máquina, uma Peugeot de rodas altas, de três e meio cavalos de força", conta o inventor.
     
    O segundo carro a chegar ao país foi importado pelo jornalista José do Patrocínio que circulava pelo Rio de Janeiro com um Serpollet movido a vapor e motor de 8 cavalos e quatro cilindros em V.
     
    Até 1900, apenas quatro automóveis tinha sido importados para o Brasil. Dois em São Paulo, um deles de Santos Dumont e os outros dois no Rio de Janeiro.
     
    O automóvel demoraria ainda alguns anos para conquistar o país, mas já no carnaval de 1907 foram registrados os primeiros corsos, guerras de serpentinas entre foliões que desfilavam em cortejos pelas ruas da Orla.
     
    O curioso é que a nova invenção mudou até o jeito de vestir de seus usuários. Homens portavam longas capas e usavam óculos semelhantes aos dos aviadores. As mulheres se vestiam em roupa de gala como se estivessem indo a uma festa.
     
    Rapidamente, o novo meio de transporte deixou de ser apenas para a elite e passou a ser usado também para carregar mercadorias. Com isso, as principais ruas foram cimentadas para dar mais estabilidade aos veículos que até então trafegavam em calçamentos de paralelepípedos.
     
    Nas fotos, Santos Dumont saindo de casa com seu carro depois da família ter adquirido mais duas unidades. Na foto em cores, o Peugeot Type 3 semelhante ao que pertenceu a Alberto Santos Dumont em museu da marca na França.
     
    Fonte: Trânsito BR
     
     

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