TURISMO >> Histórias do Rio

  • Augusto Malta, maior fotógrafo do Rio no século XX, trocou uma bicicleta por uma câmera

    Da Redação em 03 de Junho de 2021    Informar erro
    O alagoano Augusto Cesar de Malta Campos (1864-1957) foi o principal fotógrafo da evolução urbana do Rio nas primeiras décadas do século XX. Radicado na cidade desde 1889, ano da Proclamação da República, trabalhou inicialmente como comerciante de tecidos, até dar seus primeiros passos como fotógrafo amador na virada do século.
     
    O que ninguém sabe é que sua história é curiosa. Ainda jovem, resolveu trocar sua bicicleta por uma câmera fotográfica abrindo caminho para uma promissora carreira na profissão. Consta que inicialmente saía pela cidade fotografando ruas, prédios e amigos até que um dia foi indicado por um fornecedor da prefeitura para registrar o "bota-abaixo" do prefeito Pereira Passos. Acabou contratado em 1903 e virou o fotógrafo oficial da reforma urbanística empreendida pelo então prefeito. 
     
    "Passos foi um grande incentivador da minha arte, dava-me conselhos e protegia-me. Cedo, compreendi o valor desse trabalho para a história do Rio", afirmou o fotógrafo na época.
     
    Pereira Passos, de quem o fotógrafo se tornou amigo, deixou a prefeitura em 1906, mas Malta conservou-se no posto por mais 30 anos, registrando desde grandes eventos, como a Exposição Nacional de 1908 e a inauguração da estátua do Cristo Redentor (em 1931), até aspectos da vida cotidiana da cidade, inclusive o desmanche do Morro do Castelo, nos anos 20 (foto).
     
    Contratado também, em 1905, pela The Rio de Janeiro Tramway, Light and Power Company Limited – que ficaria popularmente conhecida como Light –, Malta produziu um impressionante conjunto de vistas em negativos de vidro sobre as atividades modernizadoras da empresa na cidade – sobretudo no transporte coletivo, com a implantação dos bondes elétricos, e na iluminação pública.
     
    A série é de importância fundamental em sua obra. Trabalho semelhante foi realizado para a mesma empresa, em São Paulo, pelo fotógrafo suíço Guilherme Gaensly, e ambos estão incorporados ao acervo do IMS desde janeiro de 2002, como parte da Coleção Brascan – Cem Anos no Brasil, composta por 15.780 imagens.
     
    O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro, o Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro e o Arquivo da Light guardam importantes acervos da obra do fotógrafo.
     
    Fonte e fotos: Instituto Moreira Sales


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