No mês de março de 1953, Pixinguinha começa a frequentar aquele que será seu “escritório” de todos os dias até a morte: o bar Gouveia, que tinha o nome oficial de Whiskeria Gouveia e que ficava na galeria do Edifício dos Empregados no Comércio, na Travessa do Ouvidor, 27 (Centro).
Quem o apresenta ao bar é seu cunhado, o cantor e violonista Patrício Teixeira, como o próprio Pixinguinha conta nas páginas da biografia Pixinguinha, filho de Ogum bexiguento, de Marília Barboza e Arthur de Oliveira Filho: “Fui tomar um negócio e fui ficando acostumado, porque não gosto de ficar mudando de ponto”, relata o frequentador mais ilustre do bar. “O velho Gouveia tinha um armazém na frente, depois foi se modificando. Parece até emprego. Você chega lá e me encontra. Na época da cachaça, eles não me cobravam nada”.
Já a biografia escrita por Sérgio Cabral detalha a rotina de Pixinguinha, para quem o Gouveia “se transformaria numa espécie de segundo lar, pois, até a véspera de sua morte, de segunda a sexta-feira, lá estava ele, das 10 às 13 horas, religiosamente”.
Não é a toa que ele ganhou até cadeira cativa no local com direito a plaquinha (foto).