TURISMO >> Histórias do Rio

  • Píer de Ipanema, o point da contracultura do Rio na década de 70

    Da Redação em 13 de Fevereiro de 2022    Informar erro
    O Píer de Ipanema foi um dos locais mais concorridos pela juventude na década de 70, na altura da Rua Teixeira de Melo. A estrutura foi construída em 1971 para fixar o emissário submarino e o espaço era uma espécie de terra livre, em plena ditadura militar, para a cultura e a contracultura carioca, além de atrair muitos surfistas. 
     
    Conhecido como “As dunas do barato” ou “as dunas da Gal”, o píer era uma estrutura horrenda, sem atrativo algum, mas que proporcionava ondas no mar, melhores que o Arpoador. E onda também na areia com baseados, ácidos e outras drogas.
     
    A areia removida para fixar o píer era despejada nas laterais da obra e serviam de barreira para quem estava na praia. 
     
    O "paraíso" era frequentado por Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e muitos artistas do tropicalismo, estudantes, poetas, militantes de esquerda, jornalistas.
     
    Consta que os primeiros "topless" aconteceram no píer onde tudo era tolerável. E também que foi no local que Caetano se inspirou para compor "Menino do Rio", que fazia referência ao surfista Petit que tinha um dragão tatuado no braço.
     
    Foi no Píer de Ipanema que nasceu a tradição, que resiste até hoje, de aplaudir o pôr sol. O point durou até 1975 quando o píer foi desmontado.


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