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  • Rio de Janeiro teve apartamentos conhecidos como "garçonnières" para encontros íntimos

    Da Redação em 06 de Julho de 2024    Informar erro
    Rio de Janeiro teve apartamentos conhecidos como

    Madame Devaux tinha a maior garçonnière num prédio da Av. Beira Mar


    Nos anos 1950 e 1960, o Rio de Janeiro tinha uma rede de apartamentos conhecidos como "garçonnières". Esses locais eram discretos e usados para encontros amorosos e sexuais e ofereciam um ambiente seguro e reservado para encontros íntimos. Mas, não eram para qualquer "bico".
     
    As garçonnières tinham a vantagem da discrição, localizadas em edifícios residenciais ou comerciais sem sinalização externa indicando sua função.
     
    Eram conhecidas apenas por frequentadores ou por indicação e voltadas para os ricos da época. Os apartamentos aconchegantes tinham mobília confortável, iluminação suave, e toques de luxo, como lençóis de cetim, música ambiente e bebidas. Tudo era pensado para proporcionar um ambiente romântico e relaxante.
     
    A segurança e privacidade dos clientes eram prioritárias. Havia controle de entrada, e as identidades dos frequentadores geralmente não eram registradas. O aluguel dos quartos era feito por hora, oferecendo flexibilidade e acessibilidade para encontros discretos.
     
    Bairros como Copacabana e Ipanema eram particularmente conhecidos por abrigar muitas bombonières devido à alta concentração de hotéis e apartamentos, facilitando a criação desses espaços.
     
    O centro da cidade também tinha sua cota de garçonnières, principalmente em edifícios comerciais, onde era fácil manter a discrição. Profissionais que trabalhavam na região usavam esses espaços durante o horário de almoço ou depois do expediente.
     
    As garçonnières refletiam a necessidade de privacidade e liberdade em uma sociedade mais conservadora, onde relações extraconjugais ou fora do casamento eram menos aceitas publicamente.
     
    Esses espaços proporcionavam um refúgio para homens casados de todas as idades que "pulavam a cerca" numa época marcada pelo "puritanismo". 
     
    Tudo começava em recepções em apartamentos maiores como na grandiosa cobertura, na Av. Beira Mar, da francesa Madame Devaux, famosa proxeneta dos anos 50. Os ricaços escolhiam as donzelas e posteriormente usavam as garçonnières para manter as relações íntimas.
     
    A origem do nome vem do francês "garçon", rapaz, jovem.


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