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  • Cura, espetáculo intenso e autobiográfico de Deborah Colker estreia no Teatro Casagrande

    Da Redação em 24 de Janeiro de 2022    Informar erro
    Local: Teatro Casa Grande
    ENDEREÇO: Av. Afrânio de Melo Franco, 290 - Loja A – Shopping Leblon
    DATA : 27/01/2022 HORA : 20h30 VALOR : de R$25 a R$200
    DATA : 28/01/2022 HORA : 20h30 VALOR : de R$25 a R$200
    DATA : 29/01/2022 HORA : 20h30 VALOR : de R$25 a R$200
    DATA : 30/01/2022 HORA : 19h VALOR : de R$25 a R$200
    DETALHES: De 27/01 a 06/02/2022 | Quinta a sábado, 20h30; Domingo, 19h |  Ingressos a partir de R$25 no Eventim: www.eventim.com.br/artist/cura
    LINK: Clique aqui e visite o site
    Deborah Colker dedicou seu tempo, nos últimos anos, a buscar uma cura. No caso, uma solução para a doença genética que seu neto tem, a epidermólise bolhosa. Dessa angústia pessoal nasceu o novo trabalho da Cia. Deborah Colker, um espetáculo que vai muito além do aspecto autobiográfico. “Cura” trata de ciência, fé, da luta para superar e aceitar nossos limites, do enfrentamento da discriminação e do preconceito. A dramaturgia é do rabino Nilton Bonder e a trilha original é de Carlinhos Brown. 
     
    A coreógrafa concebeu o projeto em 2017, mas foi no ano seguinte, com a morte de Stephen Hawking, que encontrou o conceito. Embora acometido por uma doença degenerativa, a ELA (Esclerose lateral amiotrófica), o cientista britânico viveu até os 76 anos e se tornou um dos nomes mais importantes da história da física. Deborah percebeu que há outras formas de cura além das que a medicina possibilita.  
     
    – Quando foi diagnosticado, os médicos deram a Hawking três anos de vida. Ele viveu mais 50, criativos e iluminados. Entendi o que é a cura do que não tem cura – conta.  
     
    A estreia aconteceria em Londres em 2020, mas a pandemia não permitiu. O adiamento deu ao espetáculo mais um ano de pesquisas, transformações e reflexões.  
     
    – A pandemia me fez ter certeza de que não era apenas da doença física que eu queria falar. A cura que eu quero não se dá com vacina – afirma.  
     
    Há dores mostradas no palco, mas há esperança no final. Ela diz que procurou preservar a alegria necessária à vida. Um ingrediente para isso foi a semana que passou em Moçambique durante a preparação, quando conheceu pessoas que não perdiam a vontade de viver, apesar das muitas dificuldades.  
     
    – Fui procurar a cura e encontrei a alegria.  
     
    Deborah incorporou ao espetáculo referências das três religiões monoteístas e elementos de culturas africanas, indígenas e orientais. Logo no início, conta-se a história de Obaluaê, orixá das doenças e das curas.  
     
    – A ponte entre fé e ciência me ajudou muito. Fui experimentar o invisível, a sabedoria do invisível – diz.  
     
    Numa cerimônia realizada quando da morte do seu pai, Deborah conheceu o rabino Nilton Bonder, autor de “A alma imoral” e muitos outros livros. Ao planejar “Cura”, decidiu convidá-lo para desenvolver a dramaturgia. Dentre tantas contribuições, ele ressaltou que “pedir é curar”, ideia que gerou uma cena. Também apontou que “a grande cura é a morte”, o que motivou uma coreografia com dois bailarinos dançando ao som de “You want it darker”, de Leonard Cohen.  
     
    O espetáculo apresenta todos os recursos imunitários e humanitários em aliança pela cura. A ciência, a fé, a solidariedade e a ancestralidade são o coquetel de cura do que não tem cura. Concebido antes desta pandemia, o título não é um “conceito”, mas um grito! – afirma Bonder.  
     
    Carlinhos Brown foi convidado, inicialmente, para compor apenas o tema de Obaluê. Acabou criando praticamente toda a trilha, inclusive a canção inicial, dos versos “Traga meu sorriso para dentro” e “Sou mais forte do que a minha dor”.  
     
    – A música veio na minha cabeça logo depois da primeira conversa com Deborah. Eu pensei: “Isso é um chamado, não é uma trilha normal”. É um trabalho muito mais profundo do que “Carlinhos está fazendo uma trilha” – diz o músico.  
     
    Ele canta em português, ioruba e até em aramaico. Os 13 bailarinos também cantam, em hebraico e em línguas africanas. É algo que acontece pela primeira vez nos 27 anos de história da companhia.  
     
    Fundador da companhia ao lado de Deborah, o diretor executivo João Elias vê em “Cura” um passo ainda maior que o dado pela coreógrafa no trabalho anterior, “Cão sem plumas” (2017), baseado no poema de João Cabral de Melo Neto.  
     
    – Quando começou a coreografar, Deborah era mais abstrata, formal. Depois, passou a contar histórias, aprimorar dramaturgias. “Cão sem plumas” já era um espetáculo visceral, emocionante. “Cura” é ainda mais, mostra um grande amadurecimento – analisa ele.  
     
    Companheiro de Deborah em toda a trajetória, o cenógrafo e diretor de arte Gringo Cardia é outro que destaca a importância de “Cura” para a artista. 
     
    – Ela era toda ciência. Passou por um crescimento espiritual. Foi conversar com Deus neste espetáculo – afirma.  
     
    Sua assinatura está nas duas rampas que dão aos movimentos dos bailarinos a sensação de desequilíbrio. E também está nas caixas que, entre várias funções, formam um muro.  
     
    – O muro passa a imagem de um grande obstáculo, mas ele se divide em vários pedaços. Então, é possível atravessá-lo. É como a gente faz nas nossas vidas – diz Gringo.  
     
    Nos figurinos de Claudia Kopke – que esteve em “Cão sem plumas” – as pernas podem ter estilos bem diferentes, traduzindo o desequilíbrio que é um dos nortes do espetáculo.  
     
    – Os bailarinos têm as cabeças cobertas, usam balaclavas, mas o final é dourado, de alegria – explica.  
     
    O iluminador Maneco Quinderé, que só havia trabalhado com a companhia em “Vulcão” (1994), também criou uma luz fragmentada, como sugerem as ideias de “Cura”. O final tem brilho, indicando renascimento.  
     
    – Cada segmento tem suas características, e eles formam um caleidoscópio – diz ele.  
    Criação, Coreografia e Direção DEBORAH COLKER  
    Direção Executiva JOÃO ELIAS  
    Música CARLINHOS BROWN  
    Direção de Arte e Cenografia GRINGO CARDIA  
    Dramaturgia NILTON BONDER  
    Figurino CLAUDIA KOPKE  
    Desenho de Luz MANECO QUINDERÉ
     
    Plateia e Camarote: R$ 200,00 
    Balcão: R$160,00 
    Promocional: R$50,00 
    Duração 1h15 MINUTOS (sem intervalo)  
    Classificação LIVRE 
    Durante o ano de 2022, todas as apresentações do espetáculo “Cura” contarão com audiodescrição para deficientes visuais. 
     

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