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  • ABL: palestras sobre "Mitos da Música Brasileira", Geraldo Carneiro abre falando de Tom Jobim

    Da Redação em 06 de Março de 2024    Informar erro
    ABL: palestras sobre

    Tom Jobim foto Fernando Rabelo


    A Academia Brasileira de Letras dá início ao seu ano acadêmico com o Ciclo de conferências "Mitos da Música Brasileira".

    A coordenação é do Acadêmico e escritor Geraldo Carneiro. Serão três palestras gratuitas, sempre às terças-feiras, às 16h, no Teatro R. Magalhães Jr. A coordenação geral dos Ciclos de 2024 é do Acadêmico Antonio Carlos Secchin.

    O ciclo fala de três orixás da música popular brasileira, e terá início na terça-feira, 12 de março, no Teatro R. Magalhães Jr., com o próprio Geraldo Carneiro falando sobre Tom Jobim.

    Já no dia 19, o cantor e compositor Alfredo Del-Penho falará sobre Noel Rosa. No dia 26 de março, o jornalista e escritor Hugo Sukman se debruçará sobre a obra de João Gilberto Prado Pereira.

    - Noel foi o letrista mais brilhante da primeira metade do século XX, e inspirador de seus sucessores. Tom reinventou a música brasileira e se tornou a confluência, o estuário em que deságuam todas as águas da música do Brasil. João Gilberto é o criador de um tamborim apolineo e minimalista, quase imaginário – afirmou o Acadêmico e coordenador do ciclo Geraldo Carneiro.

    Para o compositor Alfredo Del-Penho, o poeta da vila Noel Rosa criou uma obra única, em seus poucos anos de vida, um marco na história de nossa música popular. Segundo ele, Noel influenciou compositores, cantores e instrumentistas.

    - Noel olhou para nossa gente, nossa história, retratou a cidade e o país dando protagonismo a personagens do cotidiano que antes eram praticamente invisíveis aos olhos dos compositores de seu tempo – completou Del Penho.

    Já o jornalista Hugo Sukman afirma que examinará em sua palestra como João restaurou a bossa e tornoua enfim nova ali pelo miolo do século XX.

    - Antes de ser nova, a coisa é a bossa: o jeito brasileiro não apenas de fazer música (e arte em geral), mas de ser e de estar diante do mundo. João lançaria a música brasileira para o futuro e espelharia um futuro para o próprio país, não mais subserviente exportador de matérias-primas brutas, mas senhor de seu destino, produtor de algo mais refinado até que os produtos industriais que o país começava a produzir – concluiu.

    As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo link: https://www.academia.org.br/eventos-pesquisar?field_tipo_tid=117



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