Às vésperas de completar 60 anos, a artista visual carioca Brígida Baltar visita sua trajetória e apresenta pela primeira vez um recorte abrangente de sua obra filmográfica.
Com curadoria de Marcio Doctors, coordenação de produção de Jocelino Pessoa e produção executiva da Fase 10, a exposição histórica BRÍGIDA BALTAR: filmes reúne 27 trabalhos da artista, produzidos desde o início da década de 1990.
São filmes inéditos e também já apresentados ao público, com registros de ações, fabulações ficcionais e narrativas poéticas.
No saguão de entrada da exposição, o visitante se deparará com a videoinstalação Enterrar é plantar (1994), composta por árvores suspensas circundadas por estrutura de madeira com monitores de vídeo. A obra mostra a artista enterrando, ao redor de uma árvore, vários objetos pessoais, como em um ritual.
Durante o percurso nas diferentes fases da artista, o público poderá conferir pela primeira vez o vídeo das obras Abrigo (1996), em que Brígida é filmada ocupando o molde do seu próprio corpo escavado na parede de sua casa, e Torre (1996), uma construção com tijolos ao seu redor.
Destaque também para A geometria das rosas (2002/2019), que durante a edição absorveu uma pane técnica na captura digital das filmagens de um roseiral. Pixels e linhas reenquadram pétalas, folhas, gramas e solo.
A obra de Brígida circula por diferentes linguagens e temas, como busca de identidade, questões urbanas, feminismo e a passagem do tempo. Serão projetados os slides Sou árvore e Sou árvore (parte II), imagem da artista com o rosto coberto pelo cabelo. Em Algumas perguntas (2005/2019), um barco corta a paisagem lentamente enquanto questionamentos sobre sentidos, percepção e esquecimento aparecem na tela. Já em De noite no aeroporto (2000) um grupo de amigos sai à procura de uma árvore bela durante uma noite quente no Rio de Janeiro.
No centro da exposição está a instalação sonora O azul profundo e a música que o Matias fez com a Camille, que trata de um filme que nunca existiu e para o qual foi feita especialmente a música. Brígida apresenta também os enigmáticos filmes de fabulação da série Maria Farinha Ghost Crab, rodados na Ilha Grande com a atriz Lorena da Silva e o filme Casa de Abelha, realizado em sua casa-ateliê dos anos 90 em Botafogo.
Visitas educativas
Lisiane Mutti
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