Mostras gratuitas “Falso Brilhante” e “Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos” abrem no dia 19 de maio e integram a programação da 24ª Semana Nacional de Museus
O Centro Cultural Justiça Federal (CCJF) inaugura, no dia 19 de maio, terça-feira, às 17h, duas exposições gratuitas que propõem reflexões sobre identidade, imagem, pertencimento e construção da subjetividade contemporânea. As mostras Falso Brilhante e Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos poderão ser visitadas de 20 de maio a 21 de junho de 2026, de terça a domingo, das 11h às 19h.
As exposições integram a programação da 24ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus entre os dias 18 e 24 de maio, com o tema “Museus Unindo um Mundo Dividido”. Em sintonia com a proposta do evento, o CCJF reafirma seu papel como espaço de diálogo e de valorização da diversidade de experiências sociais e estéticas.
“Falso Brilhante” reúne 34 obras de Wilson Piran
Na galeria do primeiro andar, a exposição Falso Brilhante, de Wilson Piran, tem curadoria de Marcus Lontra e Rafael Peixoto. A mostra revisita a trajetória do artista a partir de sua relação com a cultura visual contemporânea, dialogando com a pop arte e com as reflexões da chamada Geração 80.
Com 34 obras, a exposição discute o excesso de imagens na sociedade atual e seus impactos na formação de discursos e identidades. A purpurina, elemento recorrente no trabalho de Piran, estabelece conexões com as festas populares brasileiras e com questões de gênero presentes na arte queer contemporânea.
Entre as personalidades retratadas nas obras estão Cartola, Pelé, Rita Lee, Marielle Franco, Gal Costa, Ayrton Senna e Santos Dumont.
Exposição coletiva aborda a produção da arte queer brasileira
Na galeria do segundo andar, a exposição coletiva Morro pela Boca, Vivo pelos Olhos, com curadoria de Juan Santoli, reúne obras de Breno de Sant’ana, Danilo Howat, Hansen, Luiz Sisinno, Marcus Lemos, Saulo Martins, Sema e Vix Palhano.
A mostra propõe uma reflexão sobre a produção artística no contexto da história da arte queer brasileira, abordando temas como solidão, desejo, paixão, incerteza e transformação pessoal. As obras entendem a arte como exercício de invenção da própria vida e como afirmação de experiências historicamente marcadas por silenciamentos.
Segundo Maria de Oliveira, diretora da Divisão Cultural do CCJF, a programação convida o público a refletir sobre representação e memória. “Além de preservar memórias, as exposições convidam à reflexão sobre quem tem direito à representação, quais histórias são legitimadas e de que maneira a arte pode contribuir para construir vínculos em uma sociedade tão fragmentada”, afirma.
Abertura: 19 de maio de 2026 (terça-feira), às 17h