A Orquestra Sinfônica da UFRJ presta uma justa e merecida homenagem a um dos mais importantes maestros brasileiros do século XX, que foi Henrique Morelenbaum, falecido em 2022.
No mês em que completaria 92 anos, a Orquestra Sinfônica da UFRJ, a Associação de Canto Coral e a Fundação Teatro Municipal do Rio de Janeiro se juntam para homenagear o maestro que marcou sua trajetória artística nas três instituições.
Morelenbaum foi aluno de violino, viola e regência da Escola de Música e posteriormente professor de Harmonia, Contraponto, Fuga e Composição.
No Theatro Municipal do Rio de Janeiro foi maestro adjunto da Orquestra Sinfônica, tendo dirigido inúmeros espetáculos de ópera, balé e concertos, além de dirigir a instituição por duas vezes. Com a Associação de Canto Coral realizou vários concertos e gravações.
O concerto contará com a participação da soprano Flávia Fernandes, representando o Theatro Municipal, onde estreou como solista pelas mãos de Morelenbaum. O Coro Sinfônico da Associação de Canto Coral foi preparado pelo maestro Miguel Torres, sob a direção de Jésus Figueiredo.
E para homenagear o pai, Jaques Morelenbaum, violoncelista e compositor, escreveu uma obra em homenagem ao pai quando ele fez 70 anos (Uma Noite em Laguev) e vai tocar no palco do Municipal.
No programa, ‘In Memoriam’, de Ernst Bloch, e ‘Pastoral’, de Ernani Aguiar remetem à cultura e religião judaicas de Morelenbaum, nascido na Polônia em 1931 e naturalizado brasileiro. Já ‘Psalmus’, de João Guilherme Ripper, e ‘Celebrare’, de Ronaldo Miranda, integram o programa como dupla homenagem ao professor por dois de seus mais destacados alunos de Composição: a obra de Ripper foi dedicada a Morelenbaum em 2002; a de Miranda por ele estreada em 2005.
As obras de Villa-Lobos, recorrentes nos programas de concertos regidos por Morelenbaum, representam seus profundos conhecimentos de Contraponto e Fuga, através do Prelúdio da Bachianas Brasileiras no.4, como também sua dedicação à música brasileira, através das Quatro Canções de ‘Floresta do Amazonas’.