A céu aberto, no jardim do Palácio do Catete, o Grupo Pedras apresenta o espetáculo infantil "Rosa e a Floresta", sob a direção de Isaac Bernat.
Tão divertido e poético quanto o premiado "Rosa e a Semente", encenado em praças e parques em 2018. O elenco é formado por Fábio Freitas, Helena Stewart, João Lucas Romero e Marina Bezze que, além de encenarem a história, executam a música e a sonoplastia do espetáculo.
Serão dois finais de semana de apresentação no jardim do Palácio do Catete. Em maio, as apresentações serão na Quinta da Boa Vista e no Parque dos Cavalinhos, na Tijuca. Sempre de graça. No final, quem tiver vontade, coloca uma colaboração no chapéu.
"Rosa e a Floresta" dá continuidade à história da menina que descobriu a importância de sermos verdadeiros, mote da peça "Rosa e a Semente", premiado nas categorias melhor texto, melhor coletivo de atores e melhor atriz. Na primeira história, Rosa experimenta perigos e mistérios para participar do concurso do Mestre de seu povoado.
Nesta nova aventura, Rosa envereda para dentro da floresta, numa jornada iniciática de descobertas e apuros, que aguça a força dos sonhos coletivos. A relação com a natureza, os conhecimentos dos antigos, a importância das matas e seus povos originários, permeiam a narrativa do espetáculo. A criação é coletiva do grupo.
O processo de pesquisa para "Rosa e a Floresta" mergulhou no ciclo orgânico das Florestas e no universo indígena, fundamental para a preservação das nossas florestas. Uma das fontes de inspiração foi a série “Flecha Selvagem”, sete episódios audiovisuais, com narração de Ailton Krenak e roteiro de Anna Dantes.
A parceria com o diretor convidado Isaac Bernat se estabeleceu na oficina de Sotigui Kouyaté, falecido “Griot” e ator dos trabalhos do encenador Peter Brook. Grande contador de histórias que influenciou o grupo e o diretor, Sotigui influencia "Rosa e a Floresta" com a maestria do ator brincante, que evoca acima de tudo a simplicidade, a ancestralidade e o imaginário.
Os espetáculos seguem a pesquisa de linguagem do Grupo Pedras, alicerçada em técnicas como a utilização de máscaras, a bufonaria e a cultura popular brasileira, na carpintaria de dramaturgias inéditas.
O projeto apresenta questões centrais da contemporaneidade de forma lúdica, brincante e artística, para as novas gerações. Ele é feito para as crianças, mas também encanta os adultos.
Essa aventura conta com um cenário simples, lúdico e artesanal. As imagens produzidas pela manipulação do cenário, as atmosferas musicais executadas ao vivo, tem um forte papel dramatúrgico, aliado à cuidadosa escolha das palavras.
O Grupo Pedras opta por realizar a temporada de estreia do espetáculo, assim como realizou em Rosa e a Semente, de forma gratuita em parques e praças como forma de tornar o acesso democrático no intuito de alcançar todos os públicos.
Direção: Isaac Bernat. Com o Grupo Pedras