A Universidade Federal do Rio de Janeiro, representada pela equipe Lebenslangerschicksalsschatz foi a campeã da 27ª edição da Maratona SBC de Programação. O torneio, organizado anualmente pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC), contou com a disputa de 62 times entre os dias 17 e 18/3 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande.
No caminho até o troféu, as equipes tiveram que passar por uma concorrida etapa preliminar, em que participaram 556 times de 170 instituições brasileiras diferentes. Para Márcia Cerioli, professora do Instituto de Matemática (IM/UFRJ) e coach da equipe vencedora, o título conquistado pela Universidade é resultado de “intensa dedicação dos alunos”. Além dela, Christopher Ciafrino, Felipe Chen Wu, Gabriel de Março e Letícia de Sousa integram o time campeão.
O time se organiza agora para disputar a ACM International Collegiate Programming Contest (ICPC), fase internacional que acontecerá no mês de novembro, em Sharm el Sheikh, no Egito. Esta será a sexta final mundial em que a UFRJ participará.
Coordenadas por Cerioli desde 2011, as atividades de preparação da equipe ocorrem durante todo o ano e fazem parte do projeto de extensão “Competições de Algoritmos e Programação”. O grupo conta com o apoio financeiro e estrutural do Programa em Engenharia de Sistemas e Computação (Pesc/Coppe), ao qual a professora também é vinculada, para realização de treinamentos e viagens em competições nacionais e internacionais.
A Maratona de Programação é um evento da Sociedade Brasileira de Computação que existe desde o ano de 1996. Nasceu das competições regionais classificatórias para as etapas mundiais da competição de programação, o International Collegiate Programming Contest, e é parte da regional sul-americana do evento.
Ela se destina a alunos e alunas de cursos de graduação e início de pós-graduação na área de Computação e afins (Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Sistemas de Informação, Matemática, etc.).
A competição promove nos estudantes a criatividade, a capacidade de trabalho em equipe, a busca de novas soluções de software e a habilidade de resolver problemas sob pressão. A cada ano, observa-se que as instituições de ensino e, principalmente, as grandes empresas da área têm valorizado os alunos que participam do evento.
Várias instituições de ensino superior do Brasil desenvolvem competições locais para escolher seus melhores times para competirem na Maratona de Programação, e os melhores na Final Nacional (regional sul-americana) são selecionados para participarem das Finais Mundiais do evento.
O ICPC conta com mais de 400.000 alumni, e nos últimos anos reúne participantes de mais de 100 países, 3500 universidades e 75.000 competidores, coaches e voluntários. As finais mundiais do ICPC têm contado com mais de 120 times, com cerca de 15 times latino-americanos, dos quais, 5 brasileiros.
Os times são compostos por três estudantes, que tentarão resolver durante cinco horas o maior número possível dos dez ou mais problemas fornecidos. Eles têm à sua disposição apenas um computador e material impresso (livros, listagens, manuais, etc.) para vencer a batalha contra o relógio e a prova proposta.
Os competidores do time devem colaborar para descobrir os problemas mais fáceis, projetar os testes, e construir as soluções que sejam aprovadas pelos juízes da competição. Certos problemas requerem apenas compreensão, outros conhecimento de técnicas mais sofisticadas, e alguns podem ser realmente muito difíceis de serem resolvidos.
O julgamento é estrito. Nos enunciados dos problemas constam exemplos dos casos de testes, mas os times não têm acesso às instâncias verificadas pelos juízes. A cada submissão incorreta de um problema (ou seja, que a solução proposta apresenta resposta incorreta a uma das instâncias dos juízes) é atribuída uma penalidade de tempo. O time que conseguir resolver o maior número de problemas (no menor tempo acumulado com as penalidades) é declarado o vencedor.
Fonte: Maratona SBC/Conexão UFRJ