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  • Exclusivo: Ruy Castro fala ao Bafafá sobre o processo criativo durante a pandemia

    Da Redação em 19 de Outubro de 2021    Informar erro
    Mineiro de Caratinga, mas radicado há décadas no Rio de Janeiro, o escritor Ruy Castro, um dos autores mais prestigiados do país, garante que a sua produtividade intelectual cresceu durante a pandemia a ponto de produzir quatro livros simultaneamente. Um deles, com lançamento previsto ainda em novembro.
     
    Em entrevista exclusiva à Agenda Bafafá Rio, Castro fala sobre processo de criação, política e a CPI da Pandemia. 

    Como foram os tempos de pandemia?
    Trabalho. Quatro livros em preparo --- o primeiro sai agora, no começo de novembro: “As vozes da metrópole --- Uma antologia do Rio dos anos 20”, pela Companhia das Letras. São mais de 400 páginas de frases, reportagem, poesia, ficção e polêmicas dos escritores e jornalistas cariocas dos anos 20 --- surpreendentemente modernos, absurdamente bem escritos.
     
    Dei também uns dez cursos remotos de biografia e participei de não sei quantos debates. Além, claro, das quatro colunas por semana para a “Folha”. Tudo isso nos intervalos de lavar a louça, regar as plantas e trocar o pipcat.  

    O processo criativo aflorou ou diminuiu?
    Aflorou, não, Multiplicou-se. Impressionante como a impossibilidade de fazer alguma coisa, como sair à rua, te permite fazer outras. Usar a cabeça, por exemplo.

    Quais ensinamentos ficam dessa pandemia?
    Enxergar melhor os outros. Tentar ajudá-los sem que percebessem. E, ao fazer isso, descobrir que estávamos apenas nos enxergando e nos ajudando.  

    E a participação do presidente Bolsonaro?
    Foi pena ele não ter seguido o conselho que lhe dei pela minha coluna no começo do ano --- matar-se.
     
    A CPI da Pandemia foi válida ou vai acabar em “pizza”?
    Se acabar em pizza, vai desmoralizar de vez o pizzaiolo, que será o Aras. Mas acho que, em algum momento, vai render cadeia. Seja como for, já foi mais do que válida --- o relatório, se bem feito, será um documento para a história. Infelizmente, da nossa história.

    Qual mensagem daria para seus leitores?
    Que, por favor, continuem me lendo!
     
    Foto: Divulgação
     
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