Inaugurado em 1862, pertencia a um rico comerciante que o vendeu em 1868 ao Comendador João Batista Cornélio dos Santos, empresário e fundador do Banco do Comércio.
Em 1894, foi doado à Santa Casa de Misericórdia. A partir dos anos 70 foi alugado pela Faculdade de Medicina Souza Marques que construiu novas unidades no fundo do terreno.
O que mais dói são os afrescos incríveis no teto do prédio histórico que está em total degradação. O reboco está caindo e brevemente será impossível recuperá-los.
Além do Palacete, o lugar tinha nos fundos um belíssimo jardim e outro edifício que também estão em total abandono.
Moradores da Glória já fizeram de tudo para salvar o conjunto, inclusive abaixo-assinado, sem êxito. Não é a toa que já foram furtadas duas estátuas da escadaria principal em ferro fundido que posteriormente acabaram recuperadas.
Hoje, apesar de ter um segurança 24 horas no local, o retrato é de abandono total mesmo tombando pelo IPHAN.
Fotos: Ricardo Rabelo