A Agetransp vai notificar o Metrô Rio para que o serviço não seja interrompido. E o estado (poder concedente) deve adotar medidas para assegurar a continuidade em até cinco dias.
Com desequilíbrio nas contas, a concessionária informou ao estado sobre a situação eminente de colapso no transporte. O Metrô Rio alega que só tem dinheiro para cobrir os gastos deste mês de agosto e que pode interromper a operação em setembro.
A Supervia, que administra os trens também diz enfrentar dificuldades. A Agetransp diz que "a decisão do Conselho Diretor proíbe as concessionárias Metrô Rio e Supervia de suspenderam unilateralmente a prestação dos serviços aos usuários dos transportes do Rio de Janeiro.
Pelo contrato em vigor, as empresas têm a obrigação de manter a continuidade dos serviços". O Governo do Estado informou que tem mantido agendas constantes com representantes do setor, com diferentes estados do país que também enfrentam a mesma crise e com o Governo Federal para garantir verba federal para socorrer os modos de transportes, que alegam caixa disponível apenas até agosto.
A Secretaria estadual de Transportes diz em nota que acredita que uma saída seja o Projeto de Lei federal que deverá ser votado esta semana em Brasília e pretende destinar recursos públicos à mobilidade urbana nas cidades das regiões metropolitanas com mais de 350 mil habitantes. "Vale ressaltar que a liberação desse recurso está condicionada à apresentação de iniciativas para melhorar o controle e dar maior transparência às atividades de mobilidade urbana", diz a Setrans.
Fonte: O Dia