O prédio do antigo Automóvel Clube do Brasil, localizado na Rua do Passeio, na Cinelândia, será transformado no Museu do Petróleo e Novas Energias.
O espaço, cedido pela Prefeitura do Rio, será gerido pelo Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás e Biocombustíveis e integra a ampliação da rede de equipamentos culturais do Rio de Janeiro.
O projeto prevê a criação de um centro expositivo e educativo voltado à preservação da história da indústria de petróleo e gás, além da promoção de debates sobre transição energética, inovação e novas tecnologias. A expectativa é que o museu seja inaugurado no primeiro semestre de 2028.
O imóvel, com cerca de 4,4 mil metros quadrados distribuídos em três pavimentos, está em processo de restauração, com investimento de R$ 36,3 milhões. Após a conclusão das obras, o espaço será cedido ao IBP por um período de 30 anos.
A iniciativa conta com a parceria de empresas como Petrobras, PRIO e CNOOC, além do Instituto de Desenvolvimento e Gestão, responsável pelo desenvolvimento do projeto museológico.
De acordo com o IBP, o museu terá como foco apresentar a evolução da indústria energética no Brasil, destacando desde os primeiros ciclos de exploração até os avanços tecnológicos em águas profundas e ultraprofundas, além dos desafios contemporâneos ligados à sustentabilidade.
A criação do espaço também dialoga com a relevância econômica do setor de petróleo, gás e energia para a cidade, responsável por dezenas de milhares de empregos formais no município.
Restauração do edifício histórico
Paralelamente à implantação do museu, o prédio do Automóvel Clube passa por uma restauração completa, seguindo diretrizes de preservação estabelecidas pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural.
As obras incluem recuperação das fachadas, restauração de elementos decorativos, requalificação de salões internos e reforço estrutural. Também estão previstas a modernização das instalações elétricas, hidráulicas, de climatização e segurança, além da adequação às normas de acessibilidade.
O edifício reúne espaços como hall monumental, salões principais, áreas com vitrais e ambientes sob cúpula, distribuídos em três pavimentos com diferentes configurações de uso.
Fonte: Prefeitura do Rio