A Fifa vai elaborar um estudo de viabilidade sobre a realização da Copa do Mundo – tanto a masculina quanto a feminina – a cada dois anos. Não há prazo para tal documento ser concluído.
A autorização para o início do estudo foi dada à administração da Fifa nesta sexta-feira pelo Congresso anual da entidade – 166 associações nacionais de futebol votaram a favor e 22 votaram contra.
Em entrevista coletiva, o presidente Gianni Infantino falou com algum entusiasmo sobre a ideia.
– Os clubes podem ganhar cinco ou seis títulos por ano. As seleções só podem ganhar um a cada quatro, ou a cada dois anos. E a maioria das seleções nem sequer se classifica para a Copa do Mundo.
Uma das primeiras ações de Infantino (que foi eleito em 2016 e reeleito em 2019) como presidente da Fifa foi aumentar o número de participantes das Copas do Mundo: a masculina para 48 seleções a partir de 2026 e a feminina para 32 a partir de 2023.
– Nós vamos analisar tudo com a mente aberta. Mas podem ter certeza que não vamos colocar a Copa do Mundo em risco. Nós sabemos o valor da Copa do Mundo.
Um dos impactos inevitáveis de uma eventual mudança de periodicidade da Copa do Mundo será nas competições continentais de seleções. Os dois principais – Copa América e Euro – são disputados a cada quatro anos, sempre nos pares nos intervalos da Copa do Mundo.
A Fifa também analisa a possibilidade de tornar anuais os seus torneios de base (mundiais sub-17 e sub-20), que hoje são disputados a cada dois anos.
Fonte: Globo Esporte