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  • Funeral de Santos Dumont parou o Rio em 1932

    Da Redação em 20 de Novembro de 2020    Informar erro
    Amargurado pelo uso de aviões em combates aéreos, Alberto Santos Dumont se suicidou em 23 de julho de 1932, aos 59 anos, num quarto de hotel na cidade de Guarujá (SP). Ele pôs fim à vida usando duas gravatas para se enforcar. 
     
    Seu corpo foi levado a São Paulo para ser embalsamado e não pôde ser enterrado de imediato por causa da Revolução Constitucionalista. Seu coração foi retirado do corpo e posteriormente entregue à Aeronáutica já que a família não aceitou o órgão.
     
    No dia 18 de dezembro, a chegada do corpo vindo de trem aconteceu na Central do Brasil. Desde cedo, várias esquadrilhas da aviação naval e militar já faziam manobras no céu. 
     
    O caixão foi carregado por representantes do chefe de governo e ministros. O corpo saiu em cortejo pelas ruas do Rio de Janeiro até a Catedral Metropolitana, onde foi velado por quatro dias. O povo formou longas filas para se despedir do "Pai da Aviação".
     
    O presidente Getúlio Vargas foi ao velório na Catedral. No dia do enterrro aconteceu uma tragédia: um dos aviões da esquadrilha que voou em homenagem a Santos Dumont caiu sobre o Armazém 5 do Cais do Porto ferindo várias pessoas.
     
    História
     
    Santos Dumont projetou, construiu e voou os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch em 1901, quando em um voo contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo durante o século XX. 
     
    Também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião impulsionado por um motor a gasolina. Em 23 de outubro de 1906 voou cerca de sessenta metros a uma altura de dois a três metros com o Oiseau de Proie (francês para "ave de rapina"), no Campo de Bagatelle, em Paris.
     
    Menos de um mês depois, em 12 de novembro, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de seis metros com o Oiseau de Proie III. Esses voos foram os primeiros homologados pelo Aeroclube da França de um aparelho mais pesado que o ar, e possivelmente a primeira demonstração pública de um veículo levantando voo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para lançamento.
     
    Fonte: Wikipédia e jornais da época (O Globo e Correio da Manhã)


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      • Comentário do post Thaïs Sá Pereira e Oliveira:
        Lembranças, belas lembranças de um Rio de Janeiro que não existe mais. Bela foto do funeral de Santos Dumont, em 1932. O nosso Rio Antigo.


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