O governo do Rio espera desmobilizar todos os hospitais de campanha até o próximo dia 12, caso não haja nenhum impedimento legal. O anúncio foi feito pelo secretário estadual de Saúde, Alex Bousquet, nesta quarta-feira (29).
Dos sete hospitais prometidos pelo RJ e orçados em cerca de R$ 850 milhões, somente dois foram entregues parcialmente -- Maracanã e São Gonçalo --, e R$ 256 milhões já foram pagos.
O estado contratou a Organização Social (OS) Iabas para a instalação e gestão das unidades, mas atrasos e problemas de operação levaram a troca de dois secretários de Saúde -- um deles, Edmar Santos, foi preso e virou réu -- e ao rompimento com a OS.
Atualmente, há uma decisão judicial que impede o fechamento das unidades. O secretário disse que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) está avaliando como contornar a situação, considerando a queda do número de casos.
"Nossa argumentação será técnica. Nós tivemos um pico nas duas primeiras semanas de maio e, de lá para cá, nós temos uma curva descendente que já se mostrou confiável", argumentou Bousquet.
"Vencidas as barreiras judiciais, nós temos uma programação de desmobilização dos hospitais. A pandemia está em processo de conhecimento. De acordo com a epidemia, continuaremos reavaliando o cenário no estado", declarou.
Sem segunda onda
Bousquet afirmou ainda não acreditar em uma "segunda onda" de contágio. Na Região Metropolitana I e na Região Metropolitana II (capital e Grande Niterói), onde vivemos essa primeira onda com muita intensidade, não haverá uma segunda onda".
O cronograma apresentado por Bousquet prevê, caso a decisão seja revertida, o fechamento das unidades de Caxias, Nova Iguaçu e Friburgo no dia 5. Os do Maracanã e São Gonçalo seriam fechados até o dia 12. Os equipamentos seriam reaproveitados.
"A desmobilização dos hospitais de campanha vai fazer com que distribuamos esse material — que é nosso, não é da Organização Social responsável pelo contrato — nos hospitais da nossa rede própria e nos municípios. Fortalecemos os municípios no combate à pandemia. É um legado que vamos deixar. Não teremos mais a lona visível, mas teremos um reforço na saúde dos municípios", afirma o secretário.
G1