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  • Memorial do Holocausto no Mirante do Pasmado é alvo de discórdia

    Da Redação em 20 de Março de 2019    Informar erro
    Apesar do Mirante do Pasmado já estar cercado com tapumes para dar vez ao canteiro de obras, moradores de Botafogo e ambientalistas condenam a construção do Memorial do Holocausto. No sábado passado, o local foi palco de manifestação contra o projeto. Críticos garantem que a iniciativa não teve consulta aos moradores e à sociedade civil. A ex-procuradora e ex-vereadora Sônia Rabello garante que a área não é edificável pois é de relevante interesse ambiental. “É proibido ceder áreas públicas verdes para qualquer tipo de obra, seja pública ou privada”, assinala.
     
    O engenheiro Licínio Machado Rogério disse estar preocupado pelo fato da Associação Memorial do Holocausto ser formada por apenas sete pessoas. “E ainda ganhou essa concessão sem concorrência pública privatizando um patrimônio cultural de toda a cidade”.
     
    A Associação de Moradores de Botafogo segue a mesma linha. “Não concordamos que uma área pública seja cedida para interesses comerciais já que o acesso terá cobrança de ingresso”, salienta Regina Chiaradia, presidente da entidade.
     
    O geógrafo Rafael Winter Ribeiro alerta que o monumento pode colocar em risco o título que o Rio ganhou da Unesco em 2016. “Lutamos para tornar a área Patrimônio Cultural do Rio de Janeiro e podemos colocar isso em risco”.
     
    A Associação Memorial do Holocausto, gestora do projeto, garante que o projeto foi submetido e aprovado pelo Conselho Municipal de Política Urbana - COMPUR, que tem em sua composição membros da sociedade civil, da Câmara de Vereadores, de entidades profissionais ligadas ao planejamento urbano, entidades empresariais e comunitárias e de vários órgãos municipais e federais. E desdenha da Associação de Moradores de Botafogo que condena o projeto. “Infelizmente, esta associação do bairro não demonstrou interesse em conhecer o projeto em sua totalidade, optando pelo caminho da crítica”, afirma em nota. Ainda segundo a nota, o parque e o Mirante não serão descaracterizados e seguirão abertos ao publico, 24 horas por dia, sem qualquer custo apesar da cobrança de ingresso ao Memorial.
     
    A Associação de Moradores promete recorrer à justiça para embargar a obra, inclusive nas instâncias superiores. A queda de braço está longe de terminar.
     
    Pelo projeto, no lugar do Mirante será construída uma estrutura que inclui auditório, espaço de memórias e um obelisco de 19,90 metros de altura onde serão impressos os 10 mandamentos.
     
    Texto e foto: Ricardo Rabelo

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