A estrutura que por anos permaneceu como um esqueleto à beira-mar começa a ganhar vida. O novo Museu da Imagem e do Som será aberto ao público em 19 de março, na Avenida Atlântica, devolvendo à orla de Copacabana um projeto aguardado desde o início da década passada.
A primeira fase funcionará em regime de abertura gradual: visitantes poderão conhecer o edifício e seus espaços enquanto a implantação das exposições e da museografia segue em desenvolvimento nos próximos meses. A proposta é ativar o equipamento cultural por etapas, permitindo que o público acompanhe sua consolidação.
A iniciativa remonta a 2010, quando o terreno foi desapropriado e o imóvel existente demolido para dar lugar ao novo complexo. O cronograma inicial previa entrega rápida, mas a construção enfrentou sucessivas interrupções e ficou paralisada em 2016, após a saída da empreiteira responsável. As obras só foram retomadas em 2021.
Os aportes já alcançam R$ 184,2 milhões, sem considerar aditivos pendentes e contratos anteriores rescindidos. Quando estiver plenamente concluído, o museu deverá sediar mostras permanentes e temporárias dedicadas ao audiovisual brasileiro, explorando sua memória, linguagem e protagonistas.
Erguido diante do Atlântico, o edifício assume o papel de plataforma cultural voltada à imagem, ao som e à narrativa contemporânea no Rio de Janeiro.