O samba está mais triste no Rio de Janeiro. Morreu aos 58 anos, vítima de câncer na garganta, o cavaquinista Eduardo Gallotti. Ele foi fundador de várias rodas de samba no Rio de Janeiro e também premiado compositor de sambas de blocos de carnaval.
Ex-estudante de biologia descobriu aos 20 anos o gosto pelo samba e nunca mais parou. Entre as rodas que fundou, Candongueiro, Sobrenatural e Mandrake, esta última uma das primeiras na Zona Sul na metade da década de 80. Mais recentemente comandou a roda dos Democráticos e Anjos da Lua. Gallotti ganhou ainda grande destaque compondo sambas premiados de blocos como "Simpatia é quase Amor", "Suvaco do Cristo", "Bloco da Segunda" e "Barbas".
Em 2018,
em entrevista à Agenda Bafafá, Gallotti mandou mensagem para quem está começando no samba. "Samba se aprende em roda de bar. É uma grande escola, tocando no acústico mesmo. Além disso, a roda tem de ter seu momento alegre e irreverente. Não pode ser só melancólico", afirmou.
Foto: Paulo Bastos