Mais uma vítma da Covid-19. Morreu o Zé das Medalhas, da farmácia do Leme, uma figura folclórica do Rio. Altair Domiciano Gomes (76), seu nome de batismo, chegou a carregar uns 15 quilos de balagandãs no peito e anéis em todos os dedos.
Tudo começou em 1971, quando, já trabalhando no setor de perfumaria da Farmácia, ganhou de um menino uma peça de rádio de pilha e pendurou-a no pescoço. Foi assim que esse fluminense de Porciúncula que chegou ao Rio em 1957, encontrou sua identidade. “Sofri todo tipo de discriminação, antes disso. Copacabana era o bairro mais elegante do mundo, naquela época".
Ele não usava um colete, as peças eram colocadas uma a uma num esforço diário de uma hora. Há muito ele tinha deixado o trabalho na farmácia e morava na Rua Prado Júnior.
Fonte: Ancelmo Gois
Foto: O Globo