Em 2023, o Pix teve crescimento de 40% em relação a 2022, movimentando mais de R$ 15 trilhões. No ano anterior, o valor registrado foi de R$ 10,9 trilhões.
A modalidade bateu recorde de transações diárias quatro vezes ao longo do ano e passou a contar com quase 160 milhões de usuários cadastrados, sendo 13,3 milhões de empresas e 143 milhões de pessoas físicas.
O PIX é um serviço de transferência de fundos que permite transações financeiras de forma instantânea, 24 horas por dia, sete dias por semana. Ele foi lançado em novembro de 2020 com o objetivo de oferecer uma alternativa mais rápida e eficiente aos métodos tradicionais de pagamento, como transferências bancárias e boletos.
O PIX utiliza tecnologias avançadas para facilitar transações financeiras, permitindo que os usuários enviem e recebam dinheiro em tempo real, utilizando apenas informações básicas, como número de telefone celular, e-mail ou CPF. Essa inovação tem impactado significativamente o fluxo de capital no Brasil, tornando as transações mais ágeis e acessíveis.
Para 2024, o Banco Central prevê novos serviços para o sistema de pagamentos, como o Pix Automático, que tem como público-alvo as empresas e permitirá que os usuários programem pagamentos feitos de forma recorrente. A previsão é que a funcionalidade seja lançada em outubro.
Atualmente, a oferta do Pix recorrente, em que o usuário pode agendar Pix para horários determinados, é facultativa. Com as novas regras, as instituições financeiras que não se adequarem até 28 de outubro de 2024, data do lançamento, ou não passarem nos testes de homologação serão multadas por dia de atraso na oferta e poderão sofrer punições expressas no Manual de Penalidades do Pix, alterado para abranger a nova modalidade de transferências automáticas.
Com funcionamento semelhante ao do débito automático, o novo mecanismo pretende facilitar pagamentos recorrentes. A principal vantagem em relação ao débito automático, além da instantaneidade nas transações, será a não cobrança de tarifas, no caso das pessoas físicas.
Categorias
De acordo com o BC, o Pix automático abrangerá o pagamento a empresas. A ferramenta poderá ser usada em serviços públicos (água, luz, telefone e contas domésticas), assinatura de serviços (internet, streaming, portal de notícias), mensalidades (escola, condomínio, plano de saúde) e serviços financeiros (parcelamento de seguro, empréstimo, consórcio).
O Pix agendado recorrente abrangerá operações entre pessoas físicas. Segundo o BC, algumas das transações que poderão contar com o serviço são mesadas, doações, aluguel entre pessoas físicas e prestação de serviços recorrentes, como diarista, terapia e treinador físico.
Limites
Cada produto terá um limite de valor, mas o limite diário será igual ao da transferência eletrônica disponível (TED). Os tetos poderão ser reduzidos imediatamente a pedido do usuário. No caso de pedido de aumento, os limites poderão ser elevados em até oito horas, a critério da instituição financeira, conforme o perfil do cliente.
Em relação ao cancelamento, o pagador poderá anular o débito até as 23h59 do dia da transação. O recebedor poderá fazer o cancelamento até as 22h da véspera. A autorização para a transferência automática poderá ser retirada a qualquer momento.
Fonte: Portal Giro News/EBC