Pesquisadores do Fioantar, o Programa da Fiocruz na Antártica, partiram rumo a uma nova e inédita etapa da iniciativa: pela primeira vez, eles ficarão acampados no continente gelado.
Com isso, também de forma inédita, os cientistas conseguirão realizar coletas de amostras diretamente dos animais, o que possibilitará análises e resultados mais efetivos.
O objetivo dos cientistas é buscar fungos, bactérias e microrganismos que possam causar ameaças à saúde global humana. O trabalho de campo durará 45 dias.
Nas fases anteriores do programa, o trabalho de campo ficava restrito às amostras do solo, água do mar, dos lagos, de líquens, além de fezes de animais, excretas de aves e carcaças em diferentes pontos do continente, o que impedia que os pesquisadores conseguissem precisar o animal de origem da amostra coletada.
“Não podíamos afirmar que o patógeno estava em um bicho específico, mas na área onde ele estava. Com essa situação, percebemos que precisávamos de amostras diretamente dos animais para ter essa assertividade em relação ao hospedeiro”, explicou Roberto do Val Vilela, pesquisador do Laboratório de Biologia e Parasitologia de Mamíferos Silvestres Reservatórios do IOC/Fiocruz.
Além do Instituto Oswaldo Cruz, a nova expedição da Fiocruz na Antártica também conta com a participação de pesquisadores do @ini_fiocruz e da @ensp_fiocruz.