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  • Projeto reinsere à sociedade 1.068 pessoas que estavam em situação de rua

    Da Redação em 09 de Dezembro de 2021    Informar erro
    Projeto reinsere à sociedade 1.068 pessoas que estavam em situação de rua

    A família Towara voltou para a sua aldeia de origem, no Mato Grosso - Prefeitura do Rio


    De janeiro a novembro a Secretaria Municipal de Assistência Social reinseriu 1.068 pessoas que estavam em situação de rua.
     
    Voltando para junto da família, conseguindo um emprego ou a aposentadoria, retomando os estudos, alugando uma casa, adultos, idosos, crianças e adolescentes, com histórias diferentes e recortes de diversidade, saíram definitivamente de abrigos em 2021, conquistando um “novo normal” em suas vidas.
     
    Isso representa 41% do total (2.600) de vagas nos abrigos da Prefeitura, a maioria vinda de espaços ocupados nas ruas do Centro do Rio.
     
    "Cada pessoa reinserida, que retomou a sua vida, representa muito. Tanto que estamos investindo mais na capacitação e na geração de renda para torná-los independentes", disse a secretária municipal de Assistência Social, Laura Carneiro.
     
    Na segunda-feira (6/12), comemorou-se 28 anos da Loas (Lei Orgânica de Assistência Social) que, entre outros avanços, instituiu o BPC (Benefício de Prestação Continuada), assegurando salário-mínimo mensal para pessoas vulneráveis com deficiências e idosos com mais de 65 anos. 
     
    Entre os que foram reinseridos, 52 voltaram para a terra natal. Como uma família da nação Xavante que regressou para o Mato Grosso. Acolhida na URS (Unidade de Reinserção Social) Maria Tereza Vieira, a família Towara tinha histórico de viver nas ruas do Centro do Rio há mais de duas décadas, quando os patriarcas Célio e Ana chegaram à cidade.
     
    Foram muitos altos e baixos, alternados com período na Aldeia Maracanã. Este ano, finalmente, eles aceitaram o acolhimento da Assistência Social, que providenciou sua documentação, e, em parceria com a Funai, conseguiu viabilizar a volta para o Centro-Oeste do país, através de plano de autonomia familiar com respeito à cultura indígena. O filho Célio Idelfonso, sua mulher Albertulina, as crianças Alessandra, Jucélia, Regina e Jade, e a avó Ana, puderam viajar para Barra do Garças (MT) a caminho da aldeia original.
     
    Outro caso inédito no trabalho de abordagem social foi a reinserção de Leonardo Andrade de Oliveira, de 20 anos, diagnosticado com autismo. Desde criança vivendo nas ruas, ele foi abordado por equipe da Assistência Social e aceitou ir para a URS Haroldo Costa.
     
    Em parceria com o Caps Torquato Neto, da Secretaria Municipal de Saúde, Leonardo recebeu suporte para promover o seu desenvolvimento social. E foi integrado, então, ao projeto Moradia Assistida, da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, que disponibiliza moradia com a promoção de estímulos para que a pessoa alcance autonomia. Leonardo continua contando com acompanhamento de especialistas na área de saúde.
     
    "Conseguimos trabalhar de forma integrada em benefício do usuário", contou Anderson Luic , coordenador da 7ª CAS (Coordenadoria de Assistência Social), em Jacarepaguá.
     
    A maioria das reinserções (42%) foi ‘comunitária por autonomia’, como são classificadas aquelas em que o assistido consegue trabalho, renda e moradia por referência de um dos 14 Creas (Centros de Referência Especializados em Assistência Social) espalhados pela cidade.
     
    Como foi o caso da trans que esbanjou talento em desfile promovido pelo Grupo Arco-Íris de Cidadania LGBT, além de participar de outras atividades. Natural de São Luís (MA), Welldonna Taiz Coelho, 32 anos, viveu sua primeira experiência em situação de rua há cinco anos. Estava nas ruas do Centro e em fevereiro deste ano foi acolhida no CPA 4 LGBTI+, da rede da Assistência Social, onde teve a oportunidade de  refazer sua vida, encontrar um parceiro e sair para morar em seu próprio espaço.
     
    Nas ruas do Centro também estavam os irmãos Wadrian e Rodrigo que, depois de abordados por equipe de assistentes e educadores sociais, voltaram para sua cidade de origem, Santos Dumont (MG), em novembro. 
     
    Enquanto Vanderlan Rodrigues Carneiro, de 25 anos, depois de um ano entre as calçadas do Centro, foi acolhido em agosto e dois meses depois, com o compromisso de continuar o tratamento para uso de substâncias psicoativas, voltou para a casa de sua família.
     
    Kilth Rodney da Silva, de 30 anos, também ficou em situação de rua durante um ano por falta de emprego. Aceitou ser acolhido em maio, a equipe da Assistência ajudou-o no processo de empregabilidade e ele conseguiu um emprego temporário na Cedae. Três meses depois foi efetivado e já alugou sua casa.
     
    Já Adalberto de Souza, 35 anos, estava em situação de rua quando chegou ao Creas Padre Guilherme de Caminada, em Santa Cruz, pedindo ajuda para ir a uma entrevista de emprego. Depois de tomar banho, recebeu roupas e sapatos, conseguiu ser contratado como garçom e alugar sua moradia.
     
    "Nosso trabalho é empoderar nossos usuários, oferecendo as oportunidades para eles retomarem suas vidas. Muitos ainda não estão no momento, e não aceitam ajuda, mas o Adalberto aceitou e isso nos dá um ânimo enorme", contou Cláudia Ramadas, diretora do Creas.
     
    Há outras histórias incríveis nesse universo dos mais vulneráveis. Como a de Rosemere Borges, que só conseguiu tirar seu registro de nascimento e sua carteira de identidade depois de ser acolhida pelo CPA 1. Aos 60 anos, ela nunca tinha tido qualquer documento.
     
    No esforço de qualificação para que ganhem autonomia, a Assistência Social romoveu este ano uma série de cursos e ações voltados para o mercado de trabalho. Como o curso de capacitação para produção de eventos no Creas Daniela Perez, para adolescentes.
     
    Outro exemplo foi o primeiro curso de florista oferecido pela empresária Márcia Dytz, da Sun Flower. Os abrigados da URS Haroldo Costa que fizeram poderão ser aproveitados pelo Cadeg e outras empresas do ramo.
     
    A parceria para o curso de florista foi estabelecida a partir do VoluntaRIO, plataforma digital aberta para os que querem colaborar com a Assistência Social, doando insumos, materiais, tempo ou recursos.
     
    Quando estavam em abrigos da Prefeitura, 2.991 pessoas conseguiram gerar renda, tanto no mercado informal – principalmente com reciclagem – como no mercado formal, através de iniciativas como a da Revista Traços que, em parceria com a Assistência Social, pôs em campo o projeto do jornaleiro social.
     
    Além disso, várias outras parcerias possibilitaram que 2.042 abrigados conseguissem desenvolver habilidades profissionais, através de cursos de empreendedorismo, gestão de pequenos negócios, caminhos de acesso a microcrédito, arte de vendas, entre outros.
     
    Estão envolvidos nessa qualificação Senac, Sesi/Firjan, Sebrae; as OSCs Escola de Talentos, Favela Mundo, Anjos da Tia Estelinha; e a Agência Besouro, entre outros.
     
    Fonte: Prefeitura do Rio


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